Comer Bem na Infância Gera Idosos Saudáveis

PhD, neurocientista, psicanalista e biólogo Fabiano de Abreu revela como a alimentação saudável ainda na primeira infância pode garantir longevidade

A alimentação define, ajuda e influencia na nossa qualidade de vida, assim como na sua longevidade. As consequências de uma má alimentação na infância podem ser percebidas anos depois na fase adulta, e até mesmo em problemas de saúde já na velhice. Deste modo, os efeitos de uma alimentação saudável, bem como seus impactos do ponto de vista neuropsicológico, se tornaram objetos do estudo “Processo de nutrição infantil e hábitos de uma doutrina alimentar para toda uma vida”, do PhD, neurocientista, psicanalista e biólogo Fabiano de Abreu.

Na pesquisa, publicada recentemente Revista Pedagogia em Ação, Edição Especial, da Puc Minas, Abreu propõe dietas infantis, ricas em nutrientes, e que favoreçam o entendimento da necessidade e resultados de uma boa nutrição, sem  criar uma ideia de que temos que viver uma vida inteira, desde a infância, como máquinas a alimentar-se de forma doutrinada para ter uma melhor velhice.

“Destaco, primeiramente, o papel dos pais e responsáveis na concepção da nutrição infantil saudável. Eles têm um papel essencial em promover uma alimentação saudável, que começa desde a amamentação e que serve de estímulo nutricional para que o bebê cresça não somente com os nutrientes necessários, mas também preparado para uma doutrina alimentar na infância”, pontua.

Nesta perspectiva, Abreu também aponta oito grupos de alimentos importantes na infância: Cereais, pães, tubérculos e raízes; Frutas, verduras e legumes; Proteína animal; Leite e derivados; Proteína vegetal; Gorduras; Óleos e Açúcar.

“Uma alimentação saudável é aquela que contém os nutrientes necessários, em quantidades adequadas, para garantir um bom desenvolvimento e funcionamento do organismo da criança”, afirma.

Outro ponto fundamental apontado na pesquisa é a necessidade de tornar a refeição mais atrativa para a criança. 

“Apostar em cores e formatos, para proporcionar uma alimentação lúdica, faz parte do processo. É importante também criar, durante as refeições, um momento agradável, sem estresse ou distrações, como televisores, tablets, celulares, e criar uma rotina para as refeições”, completa.

Por fim, o pesquisador destaca o poder desses alimentos e da alimentação saudável para “turbinar o cérebro e trazer uma melhor condição de memorização para a aprendizagem nos pequenos.” 

Dr. Fabiano de Abreu Agrela Rodrigues

Fabiano de Abreu Rodrigues  é PhD, neurocientista com formações também em neuropsicologia, biologia, história, antropologia, neurolinguística...

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