Pandemia, Ansiedade e Bem-estar: Como Ter Qualidade de Vida em um Contexto Conturbado?

Muito  tem se falado sobre saúde mental. O assunto ganhou destaque, neste ano, após a ginasta Simone Biles desistir das finais individuais nas Olimpíadas de Tóquio por conta da pressão psicológica que estava sentindo. Mas o que eu, você e a Simone Biles temos em comum? 

A necessidade de cuidar de nossa saúde mental, é claro. Muitas vezes, está é esquecida, uma vez que a saúde física tende a parecer mais importante. Ledo engano. 

E está enganado aquele que pensa que a saúde mental só pode ser cuidada por meio de sessões de terapia. É claro que contar com o auxílio de um profissional especializado é indispensável, mas você também pode se ajudar no dia a dia com atitudes simples. 

A saúde mental, sob o prisma da neurociência, está diretamente relacionada aos neurotransmissores. A dopamina é um dos mais lembrados, já que é conhecida como a substância que promove a sensação de relaxamento e de bem-estar nos indivíduos.  E é claro que, quando a dopamina está em falta, o organismo vai sentir os efeitos negativos, que estão diretamente relacionados à piora da saúde mental. 

“Mas, Fabiano, o que eu posso fazer para aumentar a dopamina no cérebro?”, você pode estar se perguntando. E eu vou te dizer. Contudo, antes disso, preciso explicar que nossa saúde mental não é influenciada somente pelo presente, mas também pelos acontecimentos passados. 

Quando a criança pergunta algo aos pais, por exemplo, estes devem ter paciência para explicar e ensinar. Além disso, é necessário considerar muitos outros fatores, como a estrutura familiar, a socialização entre os familiares e até mesmo fora do núcleo, entre outros. 

De volta para o presente, chamo a atenção para um problema que nem sempre é visto como tal: o excesso de informações. Muitos consideram a disposição de informações algo benéfico, mas é necessário olhar a questão de um ponto de vista crítico.  

Em outras palavras, precisamos saber filtrar o que vale a pena do que está disponível apenas para encher espaço (dos dispositivos tecnológicos e de nossas mentes). Nunca se esqueça: qualquer excesso é prejudicial – e com a informação não é diferente. 

A saúde mental, o excesso de informação e a tecnologia – mais especificamente, a internet – foram os temas centrais da Aula Magna que ministrei para os alunos do Grupo Brasília Educacional.  

Mais do que apontar conhecimentos teóricos, tive a oportunidade de contar aos estudantes um pouco de minha história, especialmente no que se refere à minha inteligência reconhecida. 

E, se você é apaixonado pelo conhecimento, aqui vai uma descoberta que fiz: as pessoas estão ficando cada vez menos inteligentes com a internet. Essa afirmação foi provada por mim em um artigo científico e ganhou repercussão mundial. 

Eu já havia alertado sobre esse problema há alguns anos, mas, somente agora, estamos vendo os efeitos negativos que a internet tem trazido para a inteligência e, sobretudo, para a saúde mental. 

Se você deseja entender mais sobre o assunto, te convido a assistir à Aula Magna que mencionei logo acima. Por ora, posso adiantar que, se você deseja estimular sua inteligência e proteger sua saúde mental, você deve sempre estar em busca de aprender. 

Dr. Fabiano de Abreu Agrela Rodrigues

Fabiano de Abreu Rodrigues  é PhD, neurocientista com formações também em neuropsicologia, biologia, história, antropologia, neurolinguística...

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