Mariana Rios desabafa sobre Dificuldades para Engravidar com Fertilização in Vitro; o que Fazer nesses Casos?

O médico Dr. Rodrigo Rosa, especialista em Reprodução Humana, explica quantas vezes é possível repetir as tentativas da Fertilização In vitro e quais as possíveis soluções para casos em que não é possível ter um bom embrião

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Em suas redes sociais, a atriz Mariana Rios tem compartilhado seu processo para engravidar. Após descobrir que não poderia engravidar naturalmente, a artista apostou na fertilização in vitro. Mas em relato postado nessa quinta-feira (24), a atriz afirmou que continua enfrentando dificuldades mesmo com o procedimento. “O médico nos trouxe a notícia de que nenhum dos nove embriões era bom, que eles não se desenvolveram como precisariam, ou seja, tudo que eu fiz até agora, todas as coletas, todas as injeções, todo o processo, para que eu chegasse até aqui, foi jogado fora. Eu volto à estaca zero”, contou a atriz. E, realmente, a realização de uma fertilização in vitro não é garantia de uma gestação. Segundo o Dr. Rodrigo Rosa, especialista em reprodução humana e diretor clínico da Clínica Mater Prime, em São Paulo, as chances de sucesso de um tratamento de fertilização in vitro dependem de uma série de fatores e o principal deles realmente está relacionado à qualidade do embrião. “E, mesmo assim, bons embriões podem não implantar, porque há uma limitação da própria técnica da FIV no processo de seleção dos embriões. Quanto mais óvulos, maior a chance de ter um bom embrião; e quanto maior a quantidade de bons embriões, maior a chance de ter um bebê”, diz o médico.

Então, quando o sucesso não é conquistado na primeira tentativa, o que fazer? “O grande segredo da fertilização in vitro (FIV) é a persistência. Então, quando não se tem sucesso na primeira tentativa, deve-se persistir. Quanto mais vezes tentar, maior a chance de conseguir”, explica o especialista. O argumento do médico é justificado pela taxa de sucesso, que varia entre 45 e 60%. “Por exemplo, se há 40% de chances e 100 casais estão nessa situação, 40 vão engravidar de primeira. Dos 60 que não engravidaram, 40% vão engravidar na segunda tentativa, ou seja, mais 24 casais. A taxa cumulativa foi de 64. Então quanto mais tentativas, mais pessoas vão conseguir êxito no tratamento”, diz o Dr. Rodrigo.

Para ele, não existe um limite de tentativas de fertilização in vitro. “Já está bem estabelecido que o estímulo hormonal necessário para realizar a coleta e ter mais óvulos não aumenta o risco de câncer ou qualquer outra complicação a médio e longo prazo. O limite é individual, relacionado a fatores físicos, emocionais ou até financeiros, já que no Brasil o tratamento não é coberto pelos planos de saúde e são pouquíssimos centros que têm o serviço pelo SUS”, pontua o especialista. “Mas, sem dúvida, para aumentar as chances de sucesso da fertilização in vitro deve-se tentar melhorar o estilo de vida, com adoção de alimentação adequada, prática de atividade física e abandono de vícios como cigarro e abuso de álcool, fazer uma suplementação adequada para não ter déficit de micronutrientes e realizar um estímulo hormonal adequado. Escolher uma clínica que seja capacitada e com alta tecnologia também ajuda”, sugere.

Mas, como o principal fator limitante da Fertilização In Vitro e o que diminui as chances de gravidez está ligado à idade do óvulo, em muitos casos, a solução é partir para um tratamento com óvulos doados. “Isso vai potencializar as chances de sucesso. Quando são casos de fatores masculinos graves, o banco de sêmen de doador pode ser a solução”, explica o Dr. Rodrigo Rosa. “E em raros casos, quando tem algum problema na recepção desses embriões, abortos de repetição ou qualquer condição em que o útero não está apto para gestação, o tratamento indicado é o útero de substituição”, diz o médico. “Essas são as formas que a Medicina Reprodutiva tem para fazer com que aquele casal consiga o tão sonhado bebê, ou com material genético próprio, ou gestando com gametas doados, ou usufruindo de um útero de substituição para que essa gestação ocorra”, finaliza.

FONTE:*DR. RODRIGO ROSA: Ginecologista obstetra especialista em Reprodução Humana e sócio-fundador e diretor clínico da clínica Mater Prime, em São Paulo, e do Mater Lab, laboratório de Reprodução Humana. Membro da Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida (SBRA) e da Sociedade Brasileira de Reprodução Humana (SBRH), o médico é graduado pela Escola Paulista de Medicina – Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP/EPM). Especialista em reprodução humana, o médico é colaborador do livro “Atlas de Reprodução Humana” da Sociedade Brasileira de Reprodução Humana. Instagram: @dr.rodrigorosa

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