Oftalmologista ensina como evitar alergia, irritação, conjuntivite, danos às glândulas lacrimais e outras doenças que atingem 15 das mulheres.

pixabay
Usar maquiagem, produtos para cabelo e pele faz parte do dia a dia da maioria das mulheres, mas nas festas de final de ano a exposição a diferentes químicas aumenta. De acordo com o oftalmologista Leôncio Queiroz Neto, diretor executivo do Instituto Penido Burnier, um levantamento que realizou no hospital mostra que 15% das mulheres sofrem alguma intercorrência nos olhos. “É preciso ter cuidado na escolha, uso e manutenção de todos os produtos de beleza. Além da cola usada nas extensões e cílios postiços, uma das substâncias mais prejudiciais aos olhos é o formol”, afirma. Por isso, economizar na escova progressiva feita com produtos que contêm esta substância pode sair caro. Os danos vão muito além do lacrimejamento e irritação ocular passageira, comenta. Dependendo da concentração e frequência da exposição o risco de opacificação do cristalino e formação da catarata pode aumentar em até 60%. Isso porque, explica, o vapor tem o mesmo efeito da radiação ultravioleta conforme um estudo publicado no Japão. Por isso, a longo prazo, outro problema da exposição ao formol é o maior risco de câncer de pele. O médico alerta que a substância é utilizada como conservante de outros produtos de beleza. Pode aparecer nas fórmulas com outras denominações. As principais são: óxido de metileno ou oximetileno, metanal, oximetano, formalina, metil aldeído, aldeído fórmico e metileno glicol.

Riscos da maquiagem
Queiroz Neto afirma que embora muitas maquiagens sejam seguras, o mau uso causa vários problemas nos olhos. Os mais comuns são olho seco, vermelhidão. alergia, conjuntivite e blefarite (inflamação nas pálpebras). O oftalmologista recomenda marcar consulta em caso de visão embaçada, inchaço nas pálpebras, coceira, secreção, sensação de areia nos olhos ou aversão à luz. Ele ressalta que as mulheres devem tomar cuidado na seleção, aplicação e remoção do make-up. Os erros mais comuns, comenta, são o armazenamento inadequado, uso de produtos vencidos e o compartilhamento.
Aplicação segura
“Usar lápis ou delineador na borda interna das pálpebras facilita a penetração no olho. Pode resultar em um desequilíbrio do PH da lágrima e desencadear olho seco, alergia, conjuntivite tóxica ou blefarite acompanhada de terçol”, afirma. Quem usa lente de contato deve tomar cuidado redobrado e colocar antes da maquiagem para evitar a penetração de resíduos entre a lente e a córnea.
Compartilhar com amigas ou testar produtos no mostruário das lojas é outro hábito perigoso. Isso porque, cada pessoa tem uma flora bacteriana nos olhos e o uso em comum pode causar conjuntivite viral ou bacteriana.
Remoção
O especialista ensinaretirar as lentes de contato antes de dormir e remover toda a maquiagem sem friccionar a córnea para que pode tomar um formato irregular e causar astigmatismo, erro de refração que torna a visão desfocada para todas as distâncias. Os demaquilantes, explica, devem ser aplicados com movimentos suaves e retirados completamente para que resíduos de cremes e maquiagem não penetrem nos olhos. Independentemente do tipo de pele, as bordas doas pálpebras devem ser higienizada com xampu infantil para não irrita os olhos e garantir a integridade das glândulas lacrimais.
Como identificar produtos vencidos
O oftalmologista afirma que alteração na cor, cheiro ou textura da maquiagem e outros cosméticos indica produto vencido, mesmo quando o prazo de validade ainda não expirou. Para conservar os produtos de beleza por mais tempo recomenda não compartilhar com as amigas, lavar esponjas e pincéis, armazenar em locais limpos, secos e ventilados.
Fonte: oftalmologista Leôncio Queiroz Neto, diretor executivo do Instituto Penido Burnier

