Dentes Sensíveis: o que Causa e como Tratar

A sensibilidade dentinária é uma condição que atinge uma grande parte da população, causando dor e desconforto

 O cirurgião-dentista, Dr. Marcelo Cavenague, convidado do Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (CROSP), explica que entre as causas da sensibilidade nos dentes está a perda óssea, má higiene, escovação traumática, hábitos alimentares, traumas oclusais e outros. O profissional afirma que toda raiz exposta tem potencial para ter sensibilidade.

“A camada mais externa, mais resistente e mais impermeável é a que chamamos de esmalte. O esmalte recobre apenas a coroa anatômica do dente (diferente da coroa clínica, que é a que fica exposta ao meio bucal). Logo abaixo do esmalte temos a dentina, que forma a maior parte do dente e é menos mineralizada. Estruturalmente, a dentina é construída de forma a ter canais muito finos chamados de canalículos dentinários que ligam as partes mais externas (cobertas pelo esmalte ou pelo cemento radicular) às partes mais internas (popularmente chamadas de “canal”. Estes canalículos são naturalmente preenchidos de líquido e também por prolongamentos celulares da polpa (parte interna do dente formada principalmente por terminações nervosas e vasos sanguíneos e responsável pela capacidade de sentir dor dos dentes)”, esclarece o Dr. Marcelo sobre o que é preciso entender nas estruturas que formam o dente 

O profissional explica que as condições ideais para evitar a sensibilidade dentinária ocorrem quando a dentina permanece sempre coberta por esmalte ou cemento e as raízes estão inseridas nos alvéolos, sem contato com o meio bucal. Quando os canalículos dentinários ficam expostos, qualquer estímulo externo pode ser transmitido pelo movimento dos líquidos em seu interior, alcançando a polpa dentária.

Como evitar 

Uma rotina de higiene bem feita, alimentação saudável e frequentar o cirurgião-dentista regularmente são ações que ajudam a prevenir com eficiência a sensibilidade em boa parte dos casos. 

Tratamento 

Os casos mais leves de sensibilidade dentinária costumam responder bem ao uso de pasta com flúor durante a escovação. O Dr. Marcelo também afirma que pastas específicas para sensibilidade podem ser eficientes em alguns casos, pois são indicadas justamente para dentes sensíveis, por conter princípios ativos como o cloreto de estrôncio entre outros componentes.  

“A ideia é preencher os canalículos de forma a impedir que os estímulos externos cheguem à polpa. Tradicionalmente também se usa flúor sobre as raízes em forma de verniz para prolongar o tempo de contato e melhorar a troca de íons. Em alguns casos pode-se indicar uma restauração de resina composta ou mesmo a recente técnica de infiltração resinosa na região da raíz exposta para protegê-la dos estímulos. Em último caso, quando nada disso resolve, o tratamento endodôntico resolve de forma radical, pois, removendo a polpa, ela não será mais capaz de sentir dor”, orienta o convidado do CROSP. 

Risco e cura 

A sensibilidade dentinária não oferece riscos à saúde bucal de forma direta, afirma o cirurgião-dentista. Apesar disso, a sensibilidade pode fazer com que o paciente tenha uma higiene muito ruim por medo de provocar dor, o que pode causar riscos à saúde bucal. O profissional alerta que, enquanto houver raízes expostas e polpa viva, há apenas o controle da situação. A cura só ocorre com o tratamento endodôntico 

 “A sensibilidade pode variar muito, desde um leve desconforto, até uma dor suficiente para atrapalhar a vida do paciente”, finaliza o especialista. 

Fonte: O Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (CROSP) é uma autarquia federal dotada de personalidade jurídica e de direito público com a finalidade de fiscalizar e supervisionar a ética profissional em todo o Estado de São Paulo, cabendo-lhe zelar pelo perfeito desempenho ético da Odontologia e pelo prestígio e bom conceito da profissão e dos que a exercem legalmente.

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