Especialista em cuidados com o recém-nascido ensina a decifrar os 5 principais tipos de choro

O choro é a primeira linguagem do recém-nascido, é o modo que ele tem de se comunicar com o ambiente ao seu redor, manifestando suas vontades e sentimentos.
Como o choro do bebê pode indicar muitas necessidades diferentes, cada uma delas é manifestada por um tipo de choro, por isso, é muito importante que os pais e cuidadores reconheçam as características de cada tipo para garantir o cuidado adequado aos bebês, assegurando seu bem-estar.
‘A leitura do bebê começa antes mesmo do choro, nos sinais de engajamento, de estresse, em toda a linguagem corporal. Portanto, identificar o choro envolve observar não só o som, mas também sua intensidade e movimentos’, explica Tatiane Dias de Oliveira, doula pós-parto e babá profissional especialista em cuidados com o recém-nascido, conhecida como Nanny Thaty.
Segundo ela, os 5 principais tipos de choro são:
Fome: Nesta situação, o choro é rítmico, de baixa intensidade, aumentando progressivamente.
No entanto, antes de abrir o berreiro, o bebê manda sinais de que está com fome, chupando o dedo e abrindo e fechando as mãos.
Dor ou desconforto: É súbito, agudo e estridente – seguido de pausa para tomar fôlego.
Nesses casos, é comum o bebê apontar o local que está dolorido, se for uma dor de ouvido, por exemplo, vai tentar tocar as orelhas. Mas a causa também pode ser alguma infecção ou resfriado.
Sono: É um choro lamuriante, monótono e de intensidade média. Ele vem do bocejar e por isso, a boca do bebê forma uma circunferência, ficando bem ovalar.
Assim sendo, abaixe as luzes e fique em um ambiente tranquilo para acalmá-lo.
Solidão / estímulo: É intermitente, e o bebê para de chorar assim que o pegam no colo.
Esse tipo de choro pode ocorrer, principalmente, após horas de sono, em que a criança acorda e se vê ‘sozinha’. Nesse caso, ele está sinalizando insegurança ou carência de atenção.
Cólica: è um choro inconsolável, desesperado, e costumam ocorrer no período noturno. Como há dor, é recomendado fazer massagem, esticando e encolhendo as pernas dele.
Não é incomum vermos pessoas falando que é preciso deixar o bebê chorar ‘por um tempo’ para não criar dependência, entretanto, a especialista ressalta que isto é um mito. ‘Responder prontamente ao choro do bebê não cria dependência, nem ensina autocontrole, pelo contrário, ajuda a regular o sistema nervoso, a formar conexões cerebrais saudáveis e a fortalecer o vínculo entre o cuidador e a criança, gerando confiança’.
A especialista também destaca que existe um período onde ocorre o pico do choro, nomeado como ‘PURPLE Crying’, que acontece entre 6 a 8 semanas de vida do bebê. ‘Essa é uma fase normal de desenvolvimento dos bebês e nada tem haver com estar ou não saudável e bem cuidado’, esclarece.
O termo é um acrônimo em inglês criado para educar os pais e ajudar a prevenir a síndrome do bebê sacudido, ensinando que esse choro intenso é um comportamento esperado.
O significado do acrônimo PURPLE é:
P – Pico por volta de 2 meses;
U – Inesperado: começa e para sem motivo aparente;
R – Resistente ao consolo: independentemente do que você faça, o bebê continua a chorar;
P – Parece dor, mas não é;
L – Longa duração (às vezes de horas);
E – Entardecer: é comum piorar no final do dia.
Saber disso evita que a família entre em colapso e compreenda que o bebê não está doente, afinal, a incapacidade de consolá-los pode ser especialmente frustrante. Mas, acima de tudo, é importante saber que o período do choro intenso é temporário.
FONTE: Tatiane Dias de Oliveira – Nanny Thaty – Babá profissional a mais de 20 anos, palestrante e fundadora da Raising Sisu, empresa baseada em um conceito filandês e que possui uma nova filosofia de cuidados na criação de filhos e desenvolvimento dos novos pais.

