Isis Valverde revela Dificuldade para Engravidar de Marcus Buaiz

Isis Valverde revela dificuldade para engravidar de Marcus Buaiz e acende alerta para a queda da fertilidade com a idade

Atriz contou que descobriu reserva ovariana abaixo do esperado durante as tentativas para aumentar a família; especialistas explicam quando investigar a fertilidade e como o congelamento de óvulos pode ampliar as possibilidades de planejamento reprodutivo

O desejo de Isis Valverde de aumentar a família trouxe à tona uma realidade enfrentada por muitas mulheres que decidem engravidar mais tarde. Aos 39 anos, a atriz revelou que está tentando ter seu primeiro filho com o empresário Marcus Buaiz e contou que o processo tem sido mais difícil do que imaginava.

Mãe de Rael, de 7 anos, Isis decidiu tentar uma nova gravidez depois que o menino passou a pedir um irmão. Durante as tentativas, porém, os resultados negativos começaram a gerar preocupação. A atriz chegou a suspeitar de uma menopausa precoce, hipótese posteriormente descartada. Na investigação, descobriu alterações hormonais relacionadas à doença celíaca e uma reserva ovariana abaixo do esperado. Após tratamento, seus ciclos voltaram a ficar regulares e ela segue tentando engravidar naturalmente.

O caso chama atenção para uma questão que muitas vezes só entra na rotina feminina quando surge o desejo de engravidar: a fertilidade não permanece igual ao longo da vida.

Segundo o ginecologista e obstetra Dr. César Patez, a idade é um dos fatores mais importantes na avaliação reprodutiva.

“Existe uma redução natural da quantidade de óvulos ao longo da vida e, com o avanço da idade, também ocorre uma queda da qualidade desses óvulos. Isso não significa que uma mulher próxima dos 40 anos não possa engravidar naturalmente, mas as chances tendem a diminuir e o tempo passa a ter um peso maior. Por isso, quando existe desejo de gestação nessa fase, é importante não postergar uma avaliação”, explica.

Reserva ovariana baixa significa infertilidade?

A descoberta de uma reserva ovariana reduzida costuma assustar, mas o resultado precisa ser interpretado dentro de um contexto. Exames de reserva ovariana ajudam o médico a estimar a quantidade de óvulos disponíveis e podem ser particularmente úteis no planejamento de tratamentos de reprodução assistida.

“Reserva ovariana diminuída não é sinônimo automático de impossibilidade de gravidez. Ela é uma informação importante, especialmente para estimarmos a resposta dos ovários a uma estimulação. Fertilidade é muito mais complexa e envolve idade, qualidade dos óvulos, ovulação, trompas, condições uterinas e também fatores masculinos”, explica Patez.

A ginecologista e especialista em reprodução humana Dra. Larissa Abib Daun reforça que conhecer a própria saúde reprodutiva antes de adiar a maternidade pode ampliar as possibilidades de escolha.

“O planejamento deve ser individualizado, considerando idade, reserva ovariana, planos de vida, histórico familiar e condições de saúde. Não existe uma idade ou uma indicação que seja exatamente igual para todas as mulheres”, afirma.

Congelar óvulos pode ser uma estratégia?

Para mulheres que desejam ser mães, mas ainda não pretendem engravidar, o congelamento de óvulos tornou-se uma das ferramentas disponíveis para preservação da fertilidade. O procedimento envolve estimulação ovariana, coleta dos óvulos maduros e criopreservação para uma possível utilização futura.

Mas congelar não significa garantir uma gravidez.

“O congelamento de óvulos não significa uma garantia de gravidez no futuro, mas pode ser uma estratégia importante de preservação da fertilidade. A idade da mulher no momento do congelamento é um dos fatores que influenciam a qualidade dos óvulos e, consequentemente, as possibilidades futuras”, explica Dra. Larissa.

Por isso, a conversa sobre preservação da fertilidade pode fazer sentido antes mesmo de existir um plano imediato de maternidade.

“Mais do que congelar óvulos, é importante que a mulher tenha acesso à informação para entender sua saúde reprodutiva, suas possibilidades e as limitações da técnica. O planejamento deve ser individualizado e feito com acompanhamento médico”, acrescenta Larissa.

Engravidar perto dos 40 exige outro olhar

A maternidade mais tardia também exige atenção depois do teste positivo. Com o avanço da idade materna, tornam-se mais frequentes condições como diabetes gestacional, hipertensão, pré-eclâmpsia e alterações cromossômicas, embora isso não signifique que toda gestação depois dos 35 ou 40 anos terá complicações.

Para a ginecologista e obstetra Dra. Alyk Vargas Alcobia (CRM-SP 129040), o acompanhamento ideal começa antes da concepção.

“Uma avaliação pré-concepcional é muito importante. É o momento de identificar fatores de risco, revisar medicamentos, atualizar vacinas, avaliar exames, hábitos de vida e condições de saúde que podem interferir na gestação”, explica.

Segundo a médica, informação é importante também para evitar que a idade seja transformada em sinônimo de medo.

“Não devemos transformar a idade em um motivo de medo. O mais importante é conhecer os riscos, identificar precocemente o que pode ser prevenido e acompanhar cada gestação de acordo com as necessidades daquela mulher”, afirma Dra. Alyk.

A experiência relatada por Isis ajuda a colocar em evidência uma conversa que pode começar muito antes das primeiras tentativas. Conhecer a própria fertilidade, discutir projetos de maternidade durante as consultas ginecológicas e compreender as possibilidades e limitações da reprodução assistida permitem que decisões sejam tomadas com mais informação.

Como resume César Patez, “quando falamos de fertilidade feminina, informação também é uma forma de planejamento. Não se trata de pressionar a mulher a engravidar mais cedo, mas de permitir que ela conheça o impacto do tempo sobre a reprodução e saiba quais caminhos estão disponíveis para suas escolhas”.

Fontes:

Ginecologista e obstetra Dr. César Patez –

Ginecologista e especialista em reprodução humana Dra. Larissa Abib Daun 

Ginecologista e obstetra Dra. Alyk Vargas Alcobia (CRM-SP 129040)

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