Fernanda Paes Leme revela Perda Gestacional

Fernanda Paes Leme revela perda gestacional e três ciclos de congelamento de óvulos

Especialista explica por que conhecer a fertilidade antes dos 35 pode ampliar as possibilidades de uma gravidez futura

A atriz Fernanda Paes Leme, de 43 anos, revelou que passou por uma perda gestacional antes de se tornar mãe e que realizou três ciclos de congelamento de óvulos. O relato, feito durante o programa “Na Palma da Mari: Entre Mulheres”, apresentado por Mari Palma, chama atenção para um tema cada vez mais presente na vida de mulheres que decidem adiar a maternidade: o planejamento reprodutivo.

Fernanda contou que a perda gestacional aconteceu quando ainda não estava tentando engravidar. Após o episódio, iniciou uma investigação de sua saúde reprodutiva e descobriu que tinha o endométrio fino, condição que precisou ser tratada antes de uma nova gestação.

Na época, já próxima dos 40 anos, a atriz decidiu preservar sua fertilidade. Como a quantidade de óvulos obtida não era elevada, foram necessários três ciclos de congelamento até alcançar o número considerado adequado para seu planejamento.

O caso ajuda a ampliar uma discussão que vai além das celebridades. Com o adiamento da maternidade, conhecer a própria fertilidade e discutir antecipadamente as possibilidades de preservação reprodutiva tornou-se uma questão importante para mulheres que desejam ter filhos no futuro.

Para o especialista em Reprodução Humana Dr. Alfonso Massaguer, diretor clínico da Clínica Mãe, o planejamento deve começar antes do momento em que a mulher efetivamente decide engravidar.

“Casos como o de Fernanda Paes Leme ajudam a colocar o planejamento reprodutivo em discussão. O mais importante é que a mulher não espere o momento em que deseja engravidar para começar a conhecer sua fertilidade. Quanto antes houver essa conversa com um especialista, maiores são as possibilidades de avaliar alternativas de acordo com o projeto de vida de cada paciente”, explica Dr. Alfonso Massaguer.

Gravidez após os 35 anos

De modo geral, gestações a partir dos 35 anos são classificadas como de idade materna avançada. Isso não significa que uma mulher não possa ter uma gestação saudável depois dessa idade, mas o avanço da idade reprodutiva exige atenção individualizada.

A mulher nasce com sua reserva de óvulos, que diminui progressivamente ao longo da vida. Além da quantidade, a qualidade dos óvulos também sofre alterações com o passar dos anos, especialmente com o avanço da idade.

Por isso, a idade é um dos fatores considerados na avaliação da fertilidade feminina.

Quais são os cuidados?

A gestação em idade materna avançada pode estar associada ao aumento de alguns riscos, como perda gestacional, alterações cromossômicas, parto prematuro e determinadas complicações maternas e fetais.

A idade, entretanto, não determina isoladamente como será uma gravidez. Histórico clínico, condições de saúde, antecedentes reprodutivos e outros fatores precisam ser analisados individualmente.

A avaliação médica permite identificar possíveis fatores de risco e estabelecer o acompanhamento mais adequado para cada paciente.

Congelamento de óvulos: Quando discutir?

Para mulheres que desejam ser mães no futuro, mas ainda não pretendem engravidar, o congelamento de óvulos é uma das possibilidades de preservação da fertilidade.

O procedimento permite coletar e armazenar óvulos na idade em que a mulher realiza o tratamento para que possam ser utilizados posteriormente. Como a idade influencia a quantidade e a qualidade dos óvulos disponíveis, conversar sobre preservação da fertilidade com antecedência pode ampliar as possibilidades de planejamento.

Outra alternativa, dependendo do projeto reprodutivo e das características de cada paciente ou casal, é o congelamento de embriões.

Fernanda Paes Leme contou que chegou a considerar a formação de embriões, mas optou pela preservação dos próprios óvulos. A decisão reforça que não existe uma única estratégia adequada para todas as mulheres.

“Preservação da fertilidade não deve ser encarada como uma garantia de gravidez futura, mas como uma possibilidade dentro do planejamento reprodutivo. A decisão precisa considerar idade, reserva ovariana, histórico clínico e, principalmente, os planos daquela mulher para o futuro”, ressalta Dr. Alfonso.

Perda gestacional também merece investigação individualizada

O relato da atriz também chama atenção para outro assunto sensível: a perda gestacional.

Uma perda não significa necessariamente que haverá dificuldade para uma gravidez futura. Dependendo do histórico da paciente, da idade, da recorrência e de outros fatores clínicos, o especialista poderá avaliar se existe indicação para investigação complementar.

No caso relatado por Fernanda, a experiência levou à investigação de sua saúde reprodutiva e, posteriormente, ao tratamento do endométrio e ao planejamento da preservação da fertilidade.

Para Dr. Alfonso, informação é uma ferramenta importante para que mulheres possam tomar decisões reprodutivas de forma consciente.

“Não se trata de estabelecer uma idade certa para ser mãe. Cada mulher tem sua história, sua carreira, seus relacionamentos e seu projeto de vida. O papel da medicina reprodutiva é oferecer informação para que ela conheça as possibilidades e também as limitações biológicas envolvidas em cada escolha”, finaliza.

Fonte:  Dr. Alfonso Massaguer – CRM 97.335 – É Médico pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) Ginecologista e Obstetra pelo Hospital das Clínicas e atua em Reprodução Humana há 20 anos. Dr. Alfonso é diretor clínico da MAE (Medicina de Atendimento Especializado) especializada em reprodução assistida. 

A Clínica Mãe é uma instituição de referência em reprodução assistida, dedicada a ajudar pessoas a realizarem o sonho de se tornarem pais. Com uma equipe altamente qualificada e utilizando as mais recentes tecnologias e métodos, a Clínica Mãe está comprometida em proporcionar cuidados personalizados e de alta qualidade a cada um de seus pacientes.

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