Dificuldades de Fala em Crianças

O que a história familiar pode revelar sobre as dificuldades de fala em crianças

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Fonoaudióloga com mais de 30 anos de experiência ampliou sua forma de investigar sintomas infantis ao perceber que, muitas vezes, era preciso olhar também para o contexto familiar.

Quando uma criança apresenta atraso de fala, dificuldades de comunicação, alterações de comportamento ou problemas de autonomia, a investigação costuma começar pelo próprio paciente. Para a fonoaudióloga Simone Pascoal, porém, mais de três décadas de experiência clínica mostraram que, em muitos casos, existe uma história maior por trás do sintoma.

A inquietação começou ainda no início da carreira, quando Simone atendia bebês e gestantes em ambiente hospitalar. Ela observava situações que nem sempre pareciam se explicar apenas pela lógica tradicional de causa e efeito e passou a se perguntar o que mais poderia influenciar o desenvolvimento de uma criança. “Eu sempre tive essa preocupação: além dos sintomas da criança, o que tinha por trás da família”, conta.

A partir de 2018, Simone começou a estudar diferentes abordagens integrativas. No final de 2019, conheceu a Biodécodage e iniciou sua formação em 2020. Em 2024, recebeu o título de psicobioterapeuta.

A nova formação ampliou sua maneira de conduzir a anamnese. Além da história da própria criança, Simone passou a investigar aspectos da vida dos pais antes e durante a gestação e elementos da história familiar, de acordo com os princípios da abordagem. “Antes, minha anamnese começava na gestação da criança. Hoje, também procuro entender como estava a vida dos pais antes daquela gestação e quais histórias familiares podem fazer parte daquele contexto”, explica.

A mudança também levou Simone a transformar sua forma de atender. Hoje, seus programas terapêuticos infantis envolvem não apenas a criança, mas também os pais, trabalhando questões relacionadas à comunicação, linguagem, comportamento, rotina, autonomia e regulação emocional.

Para a profissional, a participação da família é essencial. “Muitos pais querem terceirizar o filho. Querem entregar a criança para o terapeuta”, afirma. Sua proposta é justamente aproximar os responsáveis do processo e observar como a comunicação e os comportamentos se manifestam dentro de casa.

A Biodécodage passou, assim, a integrar seu repertório de ferramentas para investigar aspectos emocionais e familiares relacionados às queixas apresentadas pelos pacientes. Simone ressalta que a abordagem não substitui diagnóstico ou tratamento médico e que seu trabalho parte da avaliação adequada de cada caso.

A profissional integra o grupo de terapeutas formados pelo Instituto Cintia Chiarelli (ICC), responsável pela formação em Biodécodage no Brasil. O Instituto atua na formação e desenvolvimento de profissionais interessados em abordagens integrativas, entre elas a Biodécodage. A formação reúne profissionais de diferentes áreas da saúde e regiões do país.

Fonte: fonoaudióloga Simone Pascoal – A profissional integra o grupo de terapeutas formados pelo Instituto Cintia Chiarelli (ICC), responsável pela formação em Biodécodage no Brasil.

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