5 dicas para Proteger os Olhos da alergia que Chega com a Primavera agora dia 22

Oftalmologista do Ícone da Visão explica como aliviar coceira, vermelhidão e lacrimejamento sem mascarar um problema mais sério

Com a chegada da primavera, a maior circulação de pólen e outros alérgenos no ar, especialmente em determinadas regiões, pode agravar não apenas quadros respiratórios, mas também alergias oculares. Segundo o Dr. Álvaro Dantas, oftalmologista e sócio-fundador do Hospital Ícone da Visão, é comum nessa época aumentar a procura por atendimento devido a coceira, vermelhidão, ardor e lacrimejamento, sintomas frequentemente atribuídos apenas ao cansaço ou à poeira do dia a dia.

A confusão ocorre porque a conjuntivite alérgica pode apresentar manifestações semelhantes às de outras condições, como olho seco, blefarite e conjuntivites virais ou bacterianas. Embora a coceira intensa, geralmente nos dois olhos, seja uma característica marcante da alergia, nenhum sintoma isolado é suficiente para confirmar o diagnóstico. Sem uma avaliação adequada, o paciente pode utilizar colírios inadequados, mascarar os sinais da doença e até agravar o quadro. O Dr. Álvaro Dantas reuniu cinco cuidados que podem ajudar a reduzir o desconforto até a avaliação oftalmológica:

1. Evite coçar os olhos
Embora possa proporcionar alívio momentâneo, o atrito aumenta a liberação de mediadores inflamatórios e tende a intensificar a coceira. Esfregar os olhos com frequência também pode provocar lesões na superfície ocular e, em pessoas predispostas, contribuir para alterações da córnea.

2.Faça compressas frias e utilize lágrimas artificiais
Compressas frias ajudam a aliviar temporariamente a coceira, a irritação e o inchaço das pálpebras. Lágrimas artificiais, referencialmente sem conservantes, podem diluir e auxiliar na remoção dos alérgenos presentes na superfície ocular. Caso seja

utilizado soro fisiológico, ele deve ser estéril e, de preferência, apresentado em embalagem de uso individual. Soluções caseiras não devem ser aplicadas nos olhos.

3. Reduza a exposição ao pólen e à poeira
Manter os ambientes limpos, evitar o acúmulo de poeira e usar óculos ao permanecer em locais com vento ou grande concentração de partículas podem diminuir o contato com os agentes desencadeadores da alergia. Trocar roupas de cama e toalhas com maior frequência também ajuda, pois os tecidos podem reter alérgenos trazidos do ambiente externo. Usuários de lentes de contato devem suspender temporariamente o uso se os olhos estiverem irritados e procurar orientação profissional.

4. Não use colírio por conta própria
Nem todo colírio é inofensivo. Vasoconstritores podem provocar efeito rebote e aumentar a vermelhidão com o uso repetido. Colírios com corticosteroides, quando utilizados sem acompanhamento oftalmológico, podem elevar a pressão intraocular,

favorecer infecções e causar outras complicações. Antibióticos, por sua vez, não tratam conjuntivites alérgicas nem virais.
Vermelhidão, lacrimejamento e secreção podem ocorrer em diferentes tipos de conjuntivite. A presença ou ausência de secreção purulenta, isoladamente, não permite distinguir com segurança alergia de infecção.

5. Procure avaliação oftalmológica se o desconforto persistir
Sintomas que não melhoram em poucos dias, que duram mais de uma semana ou que se tornam recorrentes devem ser avaliados por um oftalmologista. Dor ocular, sensibilidade à luz, redução da visão, vermelhidão intensa, trauma ou sensação
persistente de corpo estranho exigem atendimento mais rápido, pois não são manifestações típicas de uma alergia ocular simples. Usuários de lentes de contato com olho vermelho também merecem avaliação precoce.

“Recebemos muitos pacientes que convivem com esse incômodo durante semanas e só procuram ajuda quando o quadro já piorou, seja porque acreditam que será passageiro, seja porque tentaram diferentes colírios por conta própria”, afirma o Dr.
Álvaro Dantas. “O diagnóstico correto muda completamente a conduta. Às vezes, o que parece uma alergia simples pode ser outra condição ocular que necessita de tratamento e acompanhamento específicos.”

Fonte: Dr. Álvaro Dantas, oftalmologista e sócio-fundador do Hospital Ícone da Visão. O Hospital Ícone da Visão é uma instituição de referência em oftalmologia, com unidades em Recife (PE) e São Paulo (SP), especializada em cirurgia refrativa, catarata e glaucoma.

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