A Força do Suporte especializado na Saúde Mental Materna

Em meio ao acúmulo de funções e à ansiedade da volta ao trabalho, o acompanhamento contínuo e a orientação qualificada ajudam profissionais a equilibrar a rotina corporativa e os cuidados com o bebê.

Arquivo pessoal

 A chegada da Liliam, primeira filha da product owner Larissa Lessa, de 36 anos, trouxe além de felicidade para toda a família uma certa inquietação para a mãe de primeira viagem e comum para muitas mulheres: como conciliar as exigências da maternidade com a retomada da carreira após a licença-maternidade. Desde a gestação, Larissa enfrentou um verdadeiro bombardeio de informações, sobretudo de opiniões nas redes sociais, que estimularam a ansiedade. “Como mãe de primeira viagem, eu tinha muitas dúvidas e nem sempre é fácil identificar o que é confiável”, relata.

À medida que o retorno à rotina corporativa se aproximava, o receio em relação ao acúmulo de papéis se intensificou. “Tinha medo de não dar conta. Queria ser uma boa mãe, algo inegociável para mim, mas também desejava continuar sendo uma profissional dedicada”, afirma ela. Essa angústia individual reflete uma realidade validada no mercado de trabalho.

Um levantamento da empresa de benefícios corporativos Pluxee aponta que o equilíbrio entre a maternidade e o trabalho representa um desafio relevante. Isso porque 60% das mulheres entrevistadas afirmam já ter enfrentado dificuldades profissionais em razão dos filhos. O cenário é agravado pela falta de amparo corporativo, já que 27% das mães dizem não receber nenhum tipo de apoio das empresas e benefícios que facilitariam essa transição, como horários flexíveis (24%) e trabalho remoto (10%), ainda são pouco frequentes.

Do ponto de vista científico, o ambiente de trabalho influencia diretamente a saúde mental das mães. Segundo pesquisa da revista Best Practice & Research Clinical Obstetrics & Gynaecology, publicada em 2026, ambientes corporativos com alta tensão ocupacional e pouca flexibilidade aumentam os riscos de depressão e ansiedade pós-parto2. Em contrapartida, o suporte social e as redes de apoio funcionam como fatores protetivos essenciais.

Para mitigar esses riscos, a rede de apoio das mulheres tem sido complementada com equipes multidisciplinares a partir da atuação preventiva de operadoras de saúde. Iniciativas como o Mommy Care, programa da Care Plus, maior operadora de saúde premium do Brasil, buscam acompanhar a mulher desde o pré-natal até os meses subsequentes ao retorno profissional para reduzir os impactos da transição. “O objetivo é oferecer suporte técnico e acolhimento multidisciplinar para reduzir incertezas e fortalecer a autonomia da mulher na tomada de decisões”, explica Ana Paula, psicóloga e coordenadora do programa da Care Plus.

Com o auxílio da tecnologia e dos canais de telemedicina disponibilizados pela operadora de saúde, Larissa conta que teve acesso a orientações especializadas sem a necessidade de deslocamentos frequentes. A assistência fez diferença direta em fases críticas, como a amamentação, quando enfermeiras obstetras auxiliaram na pega correta do bebê, no manejo do colostro e no alívio do desconforto físico.

O amparo estendeu-se ainda à questão emocional. “No pós-parto, a mulher vivencia emoções intensas e tende a se cobrar para dar conta de tudo sozinha. O acompanhamento psicológico oferece um espaço seguro para compartilhar inseguranças, ajudando a participante a compreender que não precisa ser perfeita e que cuidar da própria saúde mental é parte essencial do cuidado com o bebê”, ressalta Ana Paula.

No caso de Larissa, a combinação entre a assistência da operadora de saúde, a rede familiar e o acolhimento da liderança direta garantiu mais tranquilidade em toda a sua jornada. A profissional destaca que o gestor transmitiu segurança antes, durante e após a licença. “Descobri que a maternidade não exige uma escolha entre ser mãe ou profissional, mas sim um processo de adaptação para equilibrar nossos objetivos. Voltar ao trabalho significava mostrar à minha filha que é possível cuidar da família e continuar crescendo profissionalmente. A maternidade me tornou mais forte, resiliente e consciente das minhas prioridades”, conta.

A experiência evidencia que o retorno pós-licença vai além da retomada de tarefas: trata-se de um processo contínuo em que a assistência contínua à saúde, a flexibilidade e o acolhimento constroem uma transição mais saudável e equilibrada.

Fonte: grupo Care Plus – Com mais de 1600 clientes e 600 mil beneficiários, o grupo é composto por cinco empresas que, juntas, oferecem uma ampla gama de serviços e soluções para todas as etapas da jornada de cuidados com a saúde: Care Plus Medicina (maior operadora premium de saúde no Brasil), Care Plus Clinic, Care Plus Odontologia, Care Plus Ocupacional, e Vacinar – Centro de Imunizações. Com mais de três décadas de atuação, desde 2016, o grupo Care Plus faz parte da Bupa, presente em mais de 190 países e somando mais de 68 milhões de beneficiários em todo o mundo.

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