Dermatite Atópica

A história do menino João, paciente grave de dermatite atópica: da dificuldade do diagnóstico até o tratamento adequado

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A história do João reforça pontos importantes, como a dificuldade no diagnóstico da DA, o impacto psicológico da doença e a necessidade de maior acesso a terapias avançadas.

História do João

João nasceu em 2019 e os primeiros sintomas da dermatite atópica surgiram no seu terceiro mês de vida. Ele apresentava casquinhas na pele, coceira intensa e pele inflamada. A partir daí, Conceição Machado, mãe de João, iniciou uma jornada intensa para controlar os sintomas de seu filho.

Em 2020, médicos apontaram várias condições que João poderia ter, entre elas alergias diversas, asma e dermatite atópica. Mas o diagnóstico só se concluiu em 2021, quando João tinha dois anos, após a consulta de um alergista. Mas a jornada não terminou, pois, a partir daí, eles enfrentariam um novo desafio: o acesso a tratamento.

João tem dermatite atópica grave, portanto, todos os tratamentos que ele realizou foram insuficientes para controlar a doença – e ainda causava efeitos colaterais intensos. Ele se coçava constantemente, não conseguia dormir e até mesmo tomar banho o causava dor. O sofrimento era tão intenso no momento do banho que vizinhos chegaram a desconfiar de maus-tratos.

O relacionamento com os amigos na escola também se tornou um desafio, pois as crianças se recusavam a brincar com ele, achando que a doença era contagiosa. “Teve momentos que achei que ia perder meu filho. Ele não comia e sofria cada dia mais”, conta sua mãe, Conceição Machado.

A condição afetou não apenas a saúde de João, mas toda a dinâmica familiar. Conceição teve de deixar de trabalhar, abrindo mão da sua realização profissional, para se dedicar aos cuidados com seu filho e, consequentemente, enfrentou dificuldades financeiras para conseguir arcar com as despesas médicas do João.

O saldo dessa jornada de cinco anos foi inúmeras idas ao pronto-socorro, diversos especialistas consultados, quase todas as noites mal dormidas e uma saúde mental abalada – tanto do João quanto de Conceição. Mas, em 2024, após se aproximar da associação de pacientes Atópicos Brasil, Conceição descobriu um novo tratamento imunobiológico indicado para casos graves de dermatite atópica.

De acordo com Conceição, após começar esse novo tratamento, João se transformou em uma nova criança. Hoje, eles conseguem dormir noites inteiras, Conceição voltou a trabalhar e João passou a ter mais qualidade de vida, podendo realizar atividades antes impossíveis, como mergulhar no mar. 

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