Como O Que Se Come Pode Mudar O Comportamento

Pesquisas Apontam Que A Dieta Influencia Diretamente O Humor, A Atenção E A Regulação Emocional De Pessoas Com TEA E Que Uma Simples Mudança No Prato Pode Transformar A Rotina E A Qualidade De Vida.
A alimentação tem um papel decisivo na rotina e no bem-estar de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). O que parece apenas uma questão nutricional pode, na verdade, influenciar diretamente o comportamento, o sono, a atenção e até o humor. Enquanto alimentos ultraprocessados tendem a agravar sintomas, uma dieta equilibrada pode ajudar na regulação emocional e na qualidade de vida.
Pessoas com TEA frequentemente apresentam hábitos alimentares peculiares, que vão desde uma seletividade extrema até episódios de compulsão. Esses padrões, segundo os estudos mais recentes, estão ligados a fatores sensoriais, emocionais e fisiológicos – Explica a Dra. Gesika Amorim, Mestre em Educação Médica, Pediatra pós graduada em Neurologia e Psiquiatria, com especialização em Tratamento Integral do Autismo, Saúde Mental e Neurodesenvolvimento.
O impacto direto da alimentação no comportamento
O que se coloca no prato reflete no cérebro. Nutrientes como ômega-3, magnésio, zinco e vitaminas do complexo B têm sido associados a melhoras cognitivas e comportamentais em pessoas com TEA. Já dietas ricas em açúcares refinados, corantes, conservantes ou ultraprocessados podem aumentar a irritabilidade, a ansiedade e a dificuldade de concentração.
Alguns alimentos devem ser consumidos com cautela ou até retirados da dieta, especialmente quando há intolerâncias: Glúten e caseína, presentes em trigo e laticínios, podem causar reações adversas. Açúcares e ultraprocessados intensificam a hiperatividade e o descontrole emocional. Corantes e conservantes artificiais estão associados a alterações de humor e comportamento – Ressalta a Dra. Gesika Amorim.
Por outro lado, uma alimentação natural e variada tende a favorecer a estabilidade e o equilíbrio:
– Frutas e vegetais frescos, ricos em fibras e antioxidantes.
– Peixes com ômega-3, como salmão e sardinha, que auxiliam a função cerebral.
– Oleaginosas e sementes, fontes de gorduras boas e nutrientes.
– Grãos integrais, que ajudam na saciedade e mantêm energia constante.
Quando comer vira um desafio: a hiperfagia no autismo
Nem sempre o problema é comer de menos. Em muitos casos, pessoas com TEA apresentam hiperfagia — uma tendência a comer em excesso. O comportamento pode estar ligado à busca por conforto sensorial, à dificuldade em reconhecer a saciedade, ou ainda a fatores emocionais, como ansiedade e estresse.
Nessas situações, o acompanhamento com nutricionistas e psicólogos especializados em TEA é fundamental para ajustar a alimentação, respeitar as preferências sensoriais e promover hábitos mais saudáveis e sustentáveis – conclui a Dra. Gesika Amorim.
Fonte: Dra Gesika Amorim é Mestre em Educação médica, com Residência Médica em Pediatria, Pós Graduada em Neurologia e Psiquiatria, com formação em Homeopatia Detox (Holanda), Especialista em Tratamento Integral do Autismo. Possui extensão em Psicofarmacologia e Neurologia Clínica em Harvard. Especialista em Neurodesenvolvimento e Saúde Mental; Homeopata, Pós Graduada em Medicina Ortomolecular – (Medicina Integrativa) e Membro da Sociedade Brasileira de Neurologia Infantil.

