Bia Feres Engravida usando DIU

A notícia da terceira gravidez de Bia Feres, mesmo com o DIU (dispositivo intrauterino) corretamente posicionado, gerou curiosidade e muitas dúvidas nas redes.

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 Afinal, é possível engravidar mesmo usando um dos métodos contraceptivos mais eficazes disponíveis?

“A resposta é sim. O DIU tem alta eficácia, mas não é infalível. E quando a gravidez acontece com o dispositivo no lugar, essa gestação precisa de um cuidado especial”, explica a Dra. Graziela Canheo, Ginecologista e Obstetra Especialista em Reprodução Humana da La Vita Clinic. 

Qual é a chance real de engravidar com DIU? 

Segundo a médica, o risco é baixo, mas existe: varia entre 0,2% e 0,8% ao ano. Em termos práticos, de cada 1.000 mulheres que usam DIU, de 2 a 8 podem engravidar tanto com o modelo hormonal quanto com o não hormonal (como o DIU de cobre ou prata), desde que estejam bem-posicionados. 

“Esses números mostram que o DIU é altamente eficaz, mas a possibilidade de falha não é zero. E justamente por ser uma situação rara, muitas vezes o diagnóstico da gravidez é feito tardiamente”, alerta.

A presença do DIU durante a gestação é considerada um fator de risco. “O dispositivo atua como um corpo estranho no útero e pode aumentar as chances de gestação ectópica, aborto espontâneo, infecções, rompimento precoce da bolsa das águas e parto prematuro”, explica a Dra. Graziela.

Ainda assim, o tipo de DIU não interfere diretamente no bebê. “Os riscos são físicos e estão relacionados à presença do dispositivo no útero, não à liberação hormonal”, reforça.

O pré-natal é diferente?

Sim. Nestes casos, a gestação é considerada de alto risco e deve ser acompanhada por um obstetra com experiência nesse perfil de pacientes. “O pré-natal precisa ser mais rigoroso, com monitoramento frequente e atenção às possíveis complicações desde o início”, orienta a ginecologista.

Para a Dra. Graziela, o caso de Bia Feres reforça a importância de estar atenta aos sinais do corpo, mesmo quando se usa um método confiável. “A mulher não deve perder a confiança no DIU, que continua sendo uma excelente opção. Mas, é fundamental saber que falhas podem acontecer e que, nesses casos, o diagnóstico e o acompanhamento adequados fazem toda a diferença.”

Fonte: Dra. Graziela Canheo – CRM 145288 | RQE 68331 – Ginecologista e ObstetraReprodução Humana – Membro das principais sociedades nacionais e internacionais da área da Ginecologia e Reprodução Humana – Diretora técnica e médica da La Vita Clinic

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