Especialista em psicologia analítica, Andrea Beltran aponta caminhos para lidar com o impacto emocional do diagnóstico e fortalecer o vínculo familiar e escolar

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Receber o diagnóstico de autismo ou TDAH em uma criança ou adolescente pode trazer uma enxurrada de sentimentos para toda a família. Medo, insegurança e até culpa são comuns entre os pais, enquanto os filhos também enfrentam confusão e incertezas. “Um diagnóstico não define uma vida. Quando há acolhimento emocional e compreensão, abrimos espaço para que a criança se sinta vista, respeitada e amada exatamente como é. Isso é o que realmente impulsiona o desenvolvimento saudável e a individuação”, afirma Andrea Beltran.
Para ajudar neste processo delicado, a psicóloga Andrea Beltran, especialista em psicologia analítica junguiana, orienta sobre como acolher emocionalmente esses jovens e criar um ambiente saudável para seu desenvolvimento.
1. Valide as emoções da criança
Após o diagnóstico, é comum que a criança ou o adolescente apresente comportamentos de resistência, tristeza ou ansiedade. Pais e educadores devem validar esses sentimentos com empatia, oferecendo escuta e presença sem julgamentos. “As emoções precisam ter espaço para existir. Quando negamos o sofrimento da criança, ampliamos o conflito interno dela”, destaca Andrea.
2. Crie uma rede de apoio segura
Acolher emocionalmente não é tarefa de uma pessoa só. Contar com o suporte de psicólogos, terapeutas ocupacionais e escolas alinhadas faz toda a diferença. O ideal é que todos estejam preparados para lidar com as necessidades específicas do jovem e ofereçam um ambiente de segurança, previsibilidade e afeto.
3. Evite rótulos e comparações
O diagnóstico não deve se tornar um rótulo que limita ou define a criança. “Cada ser é único em sua trajetória. Ao invés de focar no ‘problema’, é preciso enxergar o potencial e trabalhar as possibilidades de crescimento a partir da realidade de cada um”, explica Andrea Beltran.
4. Cultive o vínculo afetivo com presença
Mais do que palavras, o que mais conforta uma criança é a sensação de estar acolhida. Demonstrar amor, estabelecer rotinas e participar ativamente da vida do filho são formas eficazes de fortalecimento emocional. A presença afetuosa é uma das bases para a construção da autoestima e da confiança.
5. Procure apoio psicológico o quanto antes
O acompanhamento com psicólogos desde o início pode ajudar tanto os pais quanto a criança a compreenderem o diagnóstico, elaborarem as emoções envolvidas e desenvolverem estratégias de enfrentamento. A psicoterapia é um espaço seguro onde medos e fantasias podem ser transformados em compreensão e crescimento.
Fonte: psicóloga Andrea Beltran, especialista em psicologia analítica junguiana

