Especialista destaca quais alimentos oferecem maior risco e reforçam a importância da prevenção dentro de casa

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Casos de engasgo em crianças continuam sendo uma das principais causas de emergência pediátrica no Brasil. Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria, a aspiração de um corpo estranho é mais observada em meninos com idade entre 1 e 3 anos. Mais da metade dos casos ocorre em menores de 4 anos, e mais de 94% das aspirações acontecem antes dos 7 anos. ¹
De acordo com a especialista responsável pela coordenação da pediatria do Hospital Vitória, da Rede Américas, Maria da Glória Neiva, alimentos pequenos, arredondados ou de formato cilíndrico – como uvas inteiras, sementes, castanhas e amendoins – são os que oferecem maior risco especialmente em crianças menores de 5 anos.
“É importante ressaltar que o trato respiratório dos pequenos é mais estreito, o que dificulta a passagem de ar, devemos lembrar também da ausência de molares em crianças de dois a três anos, que são capazes de morder com os incisivos, porém não têm a capacidade de triturar totalmente os alimentos. Também vale lembrar que, nessa idade, elas têm o hábito de levar objetos à boca como forma de explorar o mundo, portanto a supervisão é essencial” – explica.
A especialista destaca os primeiros sinais de engasgo e orienta os responsáveis e cuidadores como proceder nesses casos.
“Embora a tosse possa ser um dos primeiros sinais de engasgo, há situações em que o bloqueio das vias aéreas é silencioso. Nesses casos, a criança não consegue emitir nenhum som, podendo apresentar sinais como falta de ar, dificuldade para respirar e lábios arroxeados. Diante desse quadro, é fundamental pedir ajuda, o cuidador treinado deve realizar a manobra de Heimlich e procurar o atendimento na emergência pediátrica” – orienta, Neiva.
- Para a segurança dos pequenos e orientação dos pais, a especialista destacou os principais cuidados para prevenir os episódios de engasgos.
- A principal estratégia para evitar a ocorrência é a prevenção, portanto, devemos supervisionar sempre a alimentação das crianças pequenas.
- Corte os alimentos em pedaços pequenos e apropriados para a idade.
- Não alimente as crianças enquanto correm, andam, brincam, estejam deitadas ou com o carro em movimento.
- Não coloque alimentos na boca de uma criança chorando. Oriente que ela não deve falar enquanto mastiga.
- Mantenha objetos pequenos fora do alcance das crianças, objetos pontiagudos e baterias que são os mais perigosos.
- Siga a recomendação da embalagem dos brinquedos com relação à idade ideal para aquisição (regulação do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia – Inmetro).
- Evite adereços como pulseiras e medalhas nos braços dos bebês.
Fonte: Especialista responsável pela coordenação da pediatria do Hospital Vitória, da Rede Américas, Maria da Glória Neiva

