Médico explica que muitos casos de infertilidade podem ser resolvidos com a Fertilização In Vitro (FIV)

Recentemente, a ex-BBB Patrícia Leitte revelou que, após sofrer uma perda gestacional no ano de 2023 e uma fertilização in vitro que não foi bem sucedida, conseguiu engravidar com ajuda do procedimento. “Foram anos de oração, silêncio, lágrimas escondidas, fé renovada todos os dias quando o coração queria desistir. E agora que Deus me presenteou com aquilo que eu mais sonhei”, escreveu em seu Instagram. De acordo com o Dr. Rodrigo Rosa, especialista em Reprodução Humana e diretor clínico da clínica Mater Prime, em São Paulo, a Fertilização in Vitro (FIV) consiste na fecundação dos óvulos com os espermatozoides em laboratório, formando embriões que, após certo tempo de desenvolvimento, são transferidos para o útero da mulher para gerar a gravidez.
Nos casos de FIV, a mulher precisa tomar determinadas medicações hormonais. “Os medicamentos hormonais servem para estimular o crescimento e recrutamento dos folículos existentes naquele ciclo menstrual no ovário. Com isso, há mais folículos crescendo e, na aspiração, maior número de óvulos coletados. O controle dessa estimulação é realizado por meio de ultrassonografia e também por exames de sangue, que colaboram na identificação do momento correto de fazer a coleta dos óvulos”, explica o Dr. Rodrigo Rosa, especialista em Reprodução Humana e diretor clínico da clínica Mater Prime, em São Paulo.
O médico explica que muitos casos de infertilidade podem ser resolvidos com a Fertilização In Vitro (FIV), que também pode ser indicada em várias situações, incluindo gravidez tardia ou casos em que há um congelamento prévio de óvulos.
Quanto à duração da FIV, a primeira fase é a de estímulo ovariano, coleta de óvulos e coleta de sêmen, com a união de ambos os gametas no laboratório e o desenvolvimento desses embriões. “Esse estágio dura entre 13 e 14 dias e os embriões se desenvolvem de três a cinco dias no laboratório. A transferência do embrião pode ser feita no mesmo ciclo menstrual, o que ocorre em 10% dos casos apenas, ou um ciclo menstrual seguinte. Nesses casos, os embriões são congelados, a mulher menstrua de novo, e a transferência de embrião é realizada de 17 a 20 dias após a menstruação. O tratamento como um todo demoraria entra 45 a 50 dias”, diz o Dr. Rodrigo.
Em geral, a mulher não precisará de grandes mudanças na rotina durante o tratamento de FIV, no entanto, especialistas recomendam que não sejam realizadas atividades de impacto, como corrida ou musculação, que podem provocar o aumento dos ovários e prejudicar o tratamento. “No período também é recomendado que a mulher não cometa excessos, como consumo de álcool, tabaco ou medicações sem informar o médico especializado em reprodução humana. Mesmo o excesso de trabalho e ansiedade podem ser danosos neste momento, sendo importante evitá-los”, enfatiza o Dr. Rodrigo.
Com relação à dieta, em geral, o tratamento não exige grandes restrições, mas é recomendado seguir uma alimentação saudável e evitar ultraprocessados, segundo o médico. “Uma indicação é consumir entre 60 a 70 g de proteína diariamente; esse nutriente pode ser encontrado em carnes magras, peixes, ovos e lentilhas. Comer alimentos ricos em cálcio também pode ajudar; eles estão em alimentos como iogurte, amêndoas, queijo e legumes como couve ou espinafre. O folato, vitamina B9 presente em alimentos verde escuros, também é importante; coma legumes, frutas, favas, ervilhas, lentilhas, castanhas e cereais. Pode ser sugerida a suplementação com a forma ativa dessa substância, que é o metilfolato. Além disso, a mulher deve ingerir uma quantidade adequada de água diariamente visando manter-se hidratada e nutrida”, finaliza o Dr. Rodrigo.
FONTE: *RODRIGO ROSA – Ginecologista obstetra especialista em Reprodução Humana e sócio-fundador e diretor clínico da clínica Mater Prime, em São Paulo, e do Mater Lab, laboratório de Reprodução Humana. Membro da Associação Brasileira de Reprodução Assistida (SBRA) e da Sociedade Brasileira de Reprodução Humana (SBRH), o médico é graduado pela Escola Paulista de Medicina – Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP/EPM). Especialista em reprodução humana, o médico é colaborador do livro “Atlas de Reprodução Humana” da Sociedade Brasileira de Reprodução Humana. Instagram: @dr.rodrigorosa

