Feng Shui no Quarto do Bebê: saiba como aplicar

As arquitetas Bel e Tef ensinam como criar um ambiente seguro, aconchegante e energeticamente saudável, beneficiando toda a família.

Menina no berço (Crédito: Freepik)

Materiais e layout que acolhem

No Feng Shui, cada escolha de material e cada centímetro livre contam. “Evite berços de metal”, orienta Tef. “O metal conduz a energia e pode deixar o bebê mais agitado. Prefira móveis em madeira ou revestidos em tecido, que agem como isolantes e promovem aconchego.” Bel reforça a importância de uma cabeceira fechada no berço: “Ela funciona como um escudo protetor para a cabeça do bebê, criando um ponto de descanso seguro.”

Ainda de acordo com as sócias, o layout deve favorecer a circulação. Sugere-se deixar pelo menos 80 cm de passagem ao redor do berço e do trocador, evitando corredores estreitos e móveis excessivamente grandes. “Quando a mobília bloqueia o fluxo, a energia fica estagnada — e isso se reflete em noites mal dormidas e irritabilidade”, explica Bel.

E nada de colocar o berço em frente à porta do quarto. De acordo com as especialistas em Feng Shui, essa é uma posição que pode afetar a saúde do bebê. “Uma das primeiras coisas que consideramos em um projeto de quarto infantil é a posição do berço. E o local menos indicado é em frente à porta, pois o fluxo do “Chi” (a energia vital, segundo os chineses) vai direto para o bercinho, e essa intensidade pode prejudicar a saúde da criança”, alerta Bel.

Quarto de bebê (Crédito: Freepik)

Detalhes que fazem a diferença

Quando o assunto é decoração, a atenção deve ser redobrada. Pequenos itens decorativos podem gerar “setas invisíveis” — quinas pontiagudas que sinalizam perigo ao cérebro, elevando o estresse. Tef recomenda arredondar cantos de cômodas e armários ou afastá-los do berço e da poltrona de amamentação. “Uma quina seca apontada para quem passa horas em um mesmo lugar mantém a mente em alerta, mesmo que inconscientemente”, afirma a arquiteta.

Da mesma forma, não é recomendado pelo Feng Shui instalar prateleiras e nichos acima do berço. “Esse é um importante ponto de atenção. Além de representar um risco real de queda, tanto da prateleira quanto dos objetos que ficam nela, a posição desses elementos pode causar uma sensação de ameaça e insegurança ao bebê, atrapalhando o seu sono e desenvolvimento”, avisa Tef.

Móbiles e babás eletrônicas também exigem atenção: pendurá-los diretamente sobre o bercinho pode criar bloqueios de energia e dificultar o manuseio prático. “Posicione esses acessórios fora da linha direta de visão do bebê e em locais de fácil alcance para os pais”, sugere Bel.

A proteção contra mosquitos e a segurança em janelas, muitas vezes atendida com grades e mosquiteiros, é necessária, mas pode ser suavizada. “Escolha telas translúcidas e modelos que permitam a entrada de luz natural e ventilação, minimizando o impacto na circulação da energia vital”, orienta Tef.

A iluminação natural é considerada um dos principais aliados: posicionar o berço de modo a receber a luz do sol da manhã, mas sem incidência direta, ajuda a regular o ritmo circadiano da criança. À noite, luminárias com luz quente e difusa garantem um ambiente acolhedor e propício ao relaxamento.

Por fim, a cor e a textura das paredes e dos tecidos completam o equilíbrio. Tons suaves de terra e madeira evocam elementos naturais, enquanto tapetes e cortinas limpas evitam acúmulo de poeira e facilitam a renovação do ar. “Cada detalhe do projeto — do material do berço ao posicionamento das janelas — reflete na harmonia e no conforto de toda a família”, finaliza Bel.

Fonte: Belisa Mitsuse (Bel) e Estefânia Gamez (Tef) são arquitetas formadas pela FAU Mackenzie que encontraram, na união entre técnica e espiritualidade, uma maneira inovadora de atuar no mercado. A amizade profissional das duas começou em um escritório de arquitetura, onde trabalharam lado a lado, e se transformou em uma parceria que culminou na criação do BTliê Arquitetura, em 2014

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