O Único Óvulo que Sobreviveu: Salvou o Sonho da Maternidade

Estudos mostram que menos de 50% dos oncologistas orientam sobre fertilidade no diagnóstico, mas quando há diálogo os resultados podem ser positivos: dos 20 óvulos congelados antes da quimioterapia, apenas um gerou o filho que ela sonhava

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Pesquisas científicas revelam que menos de 50% dos pacientes oncológicos adultos em idade fértil recebem orientação adequada sobre preservação da fertilidade antes de iniciar o tratamento contra o câncer, conforme artigo publicado pelo Instituto de Patologia Ginecológica e Obstetrícia (IPGO). Mas quando essa conversa acontece no momento certo, vidas podem ser transformadas. É o que comprova a história de Suelen Cavalcanti, diagnosticada com câncer de mama aos 34 anos, que congelou 20 óvulos antes da quimioterapia e, cinco anos depois, realizou o sonho de ser mãe a partir do último óvulo viável que havia preservado 

“Desde criança eu sabia que seria mãe e até sonhava que teria um menino. Quando recebi o diagnóstico, a preservação da fertilidade foi a minha primeira decisão. Eu não queria que a doença tirasse de mim essa possibilidade”, relembra. Apesar da recomendação médica de cautela por conta da resposta hormonal do câncer, ela optou por seguir com o congelamento, confiando que seria sua melhor chance no futuro.

O procedimento foi realizado na Huntington Medicina Reprodutiva, sob os cuidados do especialista em reprodução assistida Dr. Maurício Chehin, que conduziu todas as etapas com atenção e segurança. “Eu senti confiança desde o primeiro contato. O cuidado, a atenção e o apoio emocional fizeram toda a diferença. Enfrentar o câncer e a FIV ao mesmo tempo exige serenidade, e eu encontrei isso na equipe que me acompanhou”, destaca.

O congelamento resultou em 20 óvulos maduros, armazenados até que, aos 39 anos, ela estivesse pronta para tentar engravidar. A primeira tentativa de FIV não teve sucesso. Na segunda, veio a surpresa: “Dos óvulos que restavam, apenas um sobreviveu ao processo. E foi exatamente esse único embrião que se transformou no meu filho. Era como se fosse para ser”, conta emocionada.

O caso ilustra um problema silencioso na oncologia brasileira. Segundo a Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida (SBRA), a Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO) e a Sociedade Europeia de Reprodução Humana e Embriologia (ESHRE) recomendam que todos os pacientes em idade reprodutiva sejam orientados sobre preservação da fertilidade antes do início do tratamento oncológico. No entanto, as pesquisas mostram que a prática ainda está longe do ideal.   

“Outubro Rosa é o mês de conscientização sobre o câncer de mama, mas também de esperança e novas possibilidades. Graças aos avanços da medicina reprodutiva, mulheres diagnosticadas com a doença têm hoje a chance de preservar a fertilidade antes do tratamento oncológico, e, assim, manter vivo o sonho da maternidade”, destaca o Dr. Maurício Chehin.  

Hoje, curada e mãe de um menino saudável, ela compartilha sua história para inspirar outras mulheres a conhecerem as possibilidades da medicina reprodutiva. “A preservação da fertilidade ainda é pouco conhecida. Muitas só descobrem essa opção quando já é tarde. Minha mensagem é: se existe um sonho, vá atrás. Mesmo que pareça distante, a ciência pode ser uma aliada para realizá-lo”.

Fonte: Huntington Medicina Reprodutiva – reconhecida pela excelência médica, pioneirismo e inovação para ofertar aos pacientes tratamentos com critérios internacionais de qualidade. Os procedimentos são para tratamento de infertilidade masculina, feminina e do casal divididos em aconselhamento genético, coito programado, congelamento de óvulos, doação de gametas, tratamento de endometriose, espermograma, fertilização in vitro, inseminação intrauterina, oncofertilidade, tecnologia time-lapse e procedimentos para casais homoafetivos.

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