O desfralde é uma das fases que mais despertam dúvidas entre os pais. Afinal, existe idade certa para tirar a fralda?

Como saber se a criança está pronta? E o que fazer quando ela simplesmente não quer colaborar?
Segundo a pediatra Mariana Bolonhezi, o mais importante é entender que o processo deve respeitar o desenvolvimento individual de cada criança. “O desfralde não pode ser visto como uma corrida ou uma obrigação. Quando há pressão excessiva, o processo tende a ficar mais difícil e estressante para toda a família”, explica.
A especialista destaca que alguns sinais indicam que a criança pode estar pronta para iniciar essa nova etapa, como permanecer mais tempo com a fralda seca, avisar quando fez xixi ou cocô, demonstrar incômodo com a fralda suja e mostrar interesse pelo vaso sanitário.
Para ajudar os pais nesse momento, a pediatra separou cinco orientações importantes:
1. Observe os sinais de prontidão
Mais importante do que a idade é perceber se a criança já tem maturidade física e emocional para começar o desfralde. Iniciar cedo demais pode gerar resistência e frustração.
2. Evite comparações
Cada criança tem seu próprio ritmo. Comparar irmãos, amigos ou colegas da escola pode aumentar a ansiedade dos pais e pressionar a criança desnecessariamente.
3. Não transforme escapes em bronca
Acidentes fazem parte do aprendizado. Brigar, castigar ou constranger a criança pode gerar medo e insegurança, dificultando ainda mais o processo. Segundo Mariana Bolonhezi, os pais também não devem ter medo de voltar temporariamente para a fralda caso os escapes estejam acontecendo em excesso. “Isso não significa retrocesso. Em alguns momentos, recorrer novamente à fralda pode ajudar a criança a se sentir mais segura e tornar o processo mais leve”, explica.
4. Crie uma rotina leve e positiva
Levar a criança ao banheiro em horários estratégicos, usar roupas fáceis de tirar e celebrar pequenas conquistas ajuda a tornar o momento mais tranquilo.
5. Tenha paciência com a fralda noturna
O desfralde noturno costuma acontecer mais tarde e depende da maturidade do organismo da criança. Nem sempre ele acompanha o processo durante o dia.
A pediatra reforça que o acolhimento faz toda a diferença. “Quando a criança se sente segura e respeitada, o desfralde tende a acontecer de forma muito mais natural”, finaliza.
Fonte: Pediatra Mariana Bolonhezi

