Especialista alerta para sintomas persistentes e destaca exames que ajudam a identificar a causa das alergias respiratórias

Com a chegada do outono, o cenário se torna familiar para muitos: espirros, nariz escorrendo e uma tosse que insiste em não ir embora. Embora os sintomas apontem para um simples resfriado, eles podem ser, na verdade, os protagonistas de uma grande farsa sazonal — uma crise de alergia respiratória perfeitamente disfarçada.
O clima mais seco, somado à maior permanência em ambientes fechados, cria o palco ideal para a proliferação de ácaros, poeira e fungos. No entanto, muitas pessoas seguem tratando apenas os sintomas, sem saber que estão lutando contra o inimigo errado.
“As alergias são uma resposta exagerada do sistema imunológico a substâncias inofensivas para a maioria, como o pólen ou pelos de animais. Confundir esse quadro com uma infecção viral atrasa o diagnóstico e perpetua o ciclo de crises. O segredo para o controle está em identificar o gatilho”, alerta Leonardo Abreu, médico de família e comunidade da Amparo Saúde — empresa do Grupo Sabin.
5 sinais de alerta que desmascaram a alergia
Ficar atento aos detalhes é o primeiro passo para solucionar o mistério. Abreu lista cinco pistas que diferenciam a alergia de um resfriado:
- Espirros frequentes e em sequência: Crises de espirros múltiplos e em sequência, especialmente ao acordar ou manusear tecidos, são um forte indício de rinite alérgica.
- Coriza aquosa e persistente: Em quadros alérgicos, a secreção nasal costuma ser clara e líquida (como água), diferente do muco mais espesso e amarelado de infecções.
- A “assinatura” da coceira: Coceira insistente no nariz, nos olhos, no céu da boca ou na garganta é um dos sintomas mais característicos da alergia e raramente aparece em resfriados.
- Ausência de febre: Alergias não causam febre. Se os sintomas respiratórios vêm desacompanhados de febre ou dores no corpo, a suspeita de alergia se fortalece.
- Sintomas que “não vão embora”: Enquanto um resfriado dura em média de 7 a 10 dias, os sintomas alérgicos podem persistir por semanas ou meses, enquanto houver exposição ao alérgeno.
Exames ajudam a identificar a causa
Quando bem indicados, os exames laboratoriais tornam-se aliados essenciais na confirmação do diagnóstico, ajudando a identificar com precisão as causas por trás das crises. O Sabin Diagnóstico e Saúde dispõe de testes que mapeiam a resposta do corpo e identificam os verdadeiros culpados. Os principais são:
- IgE Específica: Este exame de sangue é o “teste de identidade” do alérgeno. Ele mede a concentração de anticorpos (Imunoglobulina E) para uma substância específica, confirmando com precisão a qual ácaro, fungo, pólen ou pelo de animal o paciente é sensível.
- Painéis de Alérgenos: Funcionam como um “reconhecimento de suspeitos”. Com uma única amostra de sangue, é possível investigar a sensibilidade a um grupo de alérgenos comuns, como os presentes na poeira doméstica, os principais fungos do ambiente e os epitélios de cão e gato, otimizando o diagnóstico.
“Com o resultado desses exames, deixamos de atuar no escuro. Conseguimos criar um plano de ação personalizado, que vai desde mudanças simples no ambiente, como o uso de capas antiácaro, até a indicação de imunoterapia e outros tratamentos que efetivamente controlam a raiz do problema”, finaliza o especialista.
Fonte: Grupo Sabin | Com 41 anos de atuação, o Grupo Sabin é referência em saúde, destaque na gestão de pessoas e liderança feminina, dedicado às melhores práticas sustentáveis e atuante nas comunidades, o Grupo Sabin nasceu em Brasília (DF), fruto da coragem e determinação de duas empreendedoras, Janete Vaz e Sandra Soares Costa, em 1984.

