Histórias de mulheres que realizaram os sonhos de ser mães após o tratamento reforçam a importância do acompanhamento e do olhar integral para a saúde

Para muitas mulheres, o Dia das Mães simboliza amor, conexão e novos começos. Para aquelas que tiveram o diagnóstico de câncer de mama, a maternidade pode representar também um marco ainda mais profundo: a possibilidade de reescrever a própria história após um período desafiador, ressignificando planos, prioridades e sonhos. Cada vez mais, mulheres que passaram pelo tratamento do câncer de mama seguem construindo seus projetos de vida, o que inclui a decisão de se tornarem mães após a remissão da doença.
Entretanto, remissão não significa cura e por isso, o período pós-tratamento inicial pode trazer uma combinação de sentimentos, como alívio, esperança e inseguranças, especialmente diante da necessidade de manter o acompanhamento médico, tratamentos complementares e lidar com as incertezas próprias dessa fase. Essas histórias revelam não apenas a possibilidade de recomeço, mas também a importância de manter o cuidado com a saúde ao longo do tempo.
“Receber o diagnóstico tão jovem foi um choque, e tudo aconteceu muito rápido. Precisei tomar decisões importantes em pouco tempo, inclusive sobre a possibilidade de preservar a fertilidade, em um momento em que a maternidade ainda não fazia parte dos meus planos. E, inicialmente, decidi não fazer o congelamento de óvulos. Ao longo do tratamento e do pós-câncer, fui entendendo melhor o meu corpo e minhas escolhas, respeitando o meu tempo e a minha realidade, até que engravidei naturalmente da minha primeira filha”, comenta Roberta Peres, fisioterapeuta e mãe de dois filhos após o câncer de mama.
Já para Carolina Magalhães, que também foi mãe depois do tratamento do câncer de mama por meio de fertilização in vitro e com óvulos da esposa, a maternidade sempre fez parte dos planos e o diagnóstico mudou as prioridades em um primeiro momento. “Quando recebi o diagnóstico, esse sonho ficou em segundo plano e, por um tempo, pareceu distante. Poder revisitá-lo anos depois, com planejamento e apoio médico, foi muito especial. A chegada do meu filho trouxe um novo significado para o cuidado com a minha saúde e para a forma como eu enxergo o futuro.”
Na maternidade pós-câncer, é comum que muitas mulheres ainda tenham dúvidas sobre como seguir com o cuidado da saúde e lidar com os desafios dessa nova etapa. “Conciliar a vida com os filhos, os compromissos do dia a dia e o acompanhamento da saúde exige organização e suporte, além de lidar com o medo de uma recidiva, é desafiador. Também é um momento em que a mulher precisa estar atenta às próprias necessidades e manter um diálogo próximo com sua equipe de saúde”, explica a Dra. Sabrina Chagas, oncologista.
O cuidado com o câncer de mama é contínuo e se estende além do tratamento inicial. Após cirurgia e terapias iniciais, muitas pacientes seguem com o chamado tratamento adjuvante, cujo objetivo é reduzir o risco de retorno da doença ao longo do tempo. Em outros casos, como em pacientes com doença avançada, o tratamento também é contínuo, com foco no controle da doença, na qualidade de vida e na manutenção de planos e projetos pessoais.
Esse acompanhamento pode incluir múltiplas abordagens terapêuticas, indicadas para mulheres em diferentes estágios da doença e definidas de forma individualizada conforme as características do tumor e da paciente, sempre associadas ao seguimento médico regular e ao suporte emocional. Nos últimos anos, avanços científicos têm ampliado as possibilidades de manejo da doença ao longo da jornada, contribuindo para melhores desfechos em vários perfis pacientes, reforçando a importância de uma abordagem personalizada ao longo da jornada.
“A maternidade depois do câncer vem acompanhada de uma nova perspectiva. Existe uma valorização ainda maior do tempo, das pequenas conquistas e do autocuidado. Olhar para o câncer de mama de forma integral, do diagnóstico ao pós-tratamento, é fundamental para garantir melhores desfechos a longo prazo e permitir que cada vez mais mulheres tenham a possibilidade de realizar sonhos como o da maternidade”, complementa Dra. Sabrina.
Fonte:
Dra. Sabrina Chagas, oncologista.
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