Hemorragia Pós-Parto

Hemorragia pós-parto afeta 14 milhões no mundo e figura entre as principais causas de morte materna no Brasil

pixabay

28 de maio Dia Internacional de Ação pela Saúde da Mulher

O Dia Internacional de Ação pela Saúde da Mulher, celebrado em 28 de maio, chama a atenção para um desafio persistente na assistência à saúde materna: a hemorragia pós-parto (HPP), uma complicação grave que continua entre as principais causas de mortalidade materna no mundo e no Brasil. Estima-se que cerca de 14 milhões de mulheres enfrentem hemorragia pós-parto todos os anos, resultando em aproximadamente 70 mil mortes globalmente. No Brasil, a condição figura entre as principais causas de óbitos maternos, atrás apenas dos distúrbios hipertensivos¹.

De acordo com o CID-10 (Classificação Internacional de Doenças), considera-se morte materna aquela que ocorre durante a gestação ou até 42 dias após o seu término, independentemente da duração ou do tipo de gestação (intrauterina ou ectópica), desde que relacionada, causada ou agravada por ela, excluindo causas acidentais². Por isso, sangramentos no período pós-parto exigem atenção imediata e acompanhamento rigoroso.

Apesar da gravidade, a maioria dos casos poderia ser evitada com diagnóstico precoce e resposta assistencial adequada. A hemorragia pós-parto ocorre, na maior parte das vezes, devido à atonia uterina (falha na contração do útero após o parto) responsável por cerca de 70% dos casos. Outras causas incluem traumas obstétricos, retenção de tecido placentário e distúrbios de coagulação³.

Um dos principais desafios está no fato de que a complicação nem sempre pode ser prevista. Cerca de 20% dos casos ocorrem em mulheres sem fatores de risco identificados previamente, o que reforça a necessidade de que todos os serviços de saúde estejam preparados para resposta imediata.

A condição pode evoluir rapidamente e exige intervenção em tempo oportuno. Atrasos no atendimento aumentam significativamente o risco de complicações graves e óbito. Por isso, a presença de equipes treinadas, protocolos bem definidos e acesso a recursos como a carbetocina, que estimula as contrações do miométrio (músculo liso do útero), são determinantes para a segurança materna.

Além dos aspectos assistenciais, fatores como anemia materna também contribuem para maior vulnerabilidade às complicações. O acompanhamento pré-natal adequado, com identificação e tratamento dessas condições, é considerado fundamental para a redução de riscos.

“Garantir que todas as mulheres tenham acesso a um parto seguro passa, necessariamente, pela capacidade do sistema de saúde de responder com rapidez e eficiência a complicações como a hemorragia pós-parto”, destaca Sérgio Teixeira, diretor médico da Ferring no Brasil.

Fonte: Ferring Pharmaceuticals é um grupo biofarmacêutico especializado, de capital privado, comprometido com a formação de famílias e com a melhoria da qualidade de vida das pessoas. Somos líderes em medicina reprodutiva, com forte atuação em gastroenterologia e urologia, além de estarmos na vanguarda da inovação em terapia gênica em uro-oncologia

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