Obesidade avança no Brasil 

Obesidade avança no Brasil e impulsiona aumento silencioso da hipertensão 

Enquanto o excesso de peso cresce entre jovens e adultos, Departamento de Hipertensão Arterial da SBC defende diagnóstico precoce e mudanças no estilo de vida

O crescimento da obesidade e do excesso de peso entre os brasileiros adultos tem acendido um alerta para o avanço de doenças crônicas, especialmente a hipertensão. Dados do Vigitel 2025 mostram que, entre 2006 e 2024, a parcela da população acima do peso passou de 42,6% para 62,6%. No mesmo período, o índice de obesidade mais do que dobrou, saltando de 11,8% para 25,7%, enquanto os casos de hipertensão aumentaram de 22,6% para 29,7%. Os números reforçam a importância da prevenção e da adoção de hábitos saudáveis, já que o excesso de peso está diretamente associado ao maior risco de desenvolver doenças cardiovasculares. 

A conexão entre obesidade e hipertensão é direta e representa um dos principais desafios para a saúde pública. A Dra. Erika Campana, presidente do Departamento de Hipertensão Arterial da Sociedade Brasileira de Cardiologia explica que o excesso de gordura corporal provoca alterações metabólicas e inflamatórias que aumentam a resistência dos vasos sanguíneos e sobrecarregam o sistema cardiovascular. 

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O crescimento da obesidade e do excesso de peso entre os brasileiros adultos tem acendido um alerta para o avanço de doenças crônicas, especialmente a hipertensão. Dados do Vigitel 2025 mostram que, entre 2006 e 2024, a parcela da população acima do peso passou de 42,6% para 62,6%. No mesmo período, o índice de obesidade mais do que dobrou, saltando de 11,8% para 25,7%, enquanto os casos de hipertensão aumentaram de 22,6% para 29,7%. Os números reforçam a importância da prevenção e da adoção de hábitos saudáveis, já que o excesso de peso está diretamente associado ao maior risco de desenvolver doenças cardiovasculares. 

A conexão entre obesidade e hipertensão é direta e representa um dos principais desafios para a saúde pública. A Dra. Erika Campana, presidente do Departamento de Hipertensão Arterial da Sociedade Brasileira de Cardiologia explica que o excesso de gordura corporal provoca alterações metabólicas e inflamatórias que aumentam a resistência dos vasos sanguíneos e sobrecarregam o sistema cardiovascular. 

“A obesidade não é apenas excesso de peso, mas uma doença crônica que eleva significativamente o risco de condições graves, como a hipertensão. O excesso de gordura faz o coração trabalhar mais, aumentando o volume de sangue circulante e a pressão exercida sobre as artérias, o que pode resultar em hipertensão e sobrecarga cardíaca”, explica a cardiologista. 

O cenário se torna ainda mais preocupante entre os jovens adultos. Dados do Vigitel 2025 mostram que, na faixa etária de 18 a 24 anos, o percentual de pessoas com excesso de peso passou de 29% em 2019 para 41% em 2024. Esse grupo também apresenta o maior consumo de alimentos ultraprocessados do país: 45,5% relataram ter consumido cinco ou mais grupos de alimentos ultraprocessados no dia anterior à entrevista. Como esses alimentos costumam ser ricos em sódio, gordura e açúcares, seu consumo frequente, aliado ao sedentarismo e a hábitos alimentares inadequados, contribui para o aumento do índice de massa corporal (IMC) e para a elevação da pressão arterial.

O avanço desses fatores de risco exige que as estratégias de prevenção e rastreamento sejam adotadas cada vez mais cedo. “A hipertensão é uma doença silenciosa e, muitas vezes, as pessoas não apresentam sintomas até que ocorram complicações mais graves. Por isso, é fundamental acompanhar regularmente indicadores como peso, pressão arterial e hábitos de vida, independentemente da idade. Quanto mais cedo identificarmos os fatores de risco e iniciarmos intervenções preventivas, maiores são as chances de evitar o desenvolvimento da hipertensão e de outras doenças cardiovasculares”, conclui a Dra. Campana.

Fonte: . A Dra. Erika Campana, presidente do Departamento de Hipertensão Arterial da Sociedade Brasileira de Cardiologia – Criado no início da década de 1980, o Departamento de Hipertensão Arterial (DHA) é um braço da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) dedicado ao estudo, diagnóstico, tratamento e prevenção da hipertensão arterial, popularmente conhecida como pressão alta.

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