Infectologista orienta sobre a Febre do Nilo Ocidental

Diante dos casos recentes de Febre do Nilo Ocidental registrados no Brasil, a Dra. Vanessa Lentini, Supervisora Médica da Comissão de Epidemiologia do Hospital Santa Marcelina, orienta que a população mantenha a atenção, mas sem motivo para preocupação generalizada. A doença é transmitida pela picada de mosquitos infectados, principalmente do gênero Culex, conhecidos popularmente como pernilongos.
O ciclo natural de transmissão ocorre principalmente entre aves silvestres e mosquitos. O ser humano é considerado um hospedeiro acidental e não desenvolve quantidade de vírus no sangue suficiente para infectar novos mosquitos. Por isso, não ocorre transmissão direta habitual de pessoa para pessoa.
A maioria dos indivíduos com a doença não apresenta sintomas ou evolui com um quadro leve, semelhante ao de outras infecções virais. Entre os principais sinais estão febre de início súbito, dor de cabeça, dores musculares, náuseas, vômitos, dor nos olhos, falta de apetite e, em alguns casos, manchas avermelhadas na pele.
“É importante que o diagnóstico seja considerado principalmente diante de sintomas compatíveis e histórico de exposição em áreas onde há circulação do vírus. O exame mais utilizado é a pesquisa de anticorpos IgM contra o vírus do Nilo Ocidental, que pode ser realizada no sangue e, em determinadas situações, no líquido cefalorraquidiano”, orienta a Dra. Vanessa Lentini.
Embora a maioria das infecções evolua de forma assintomática ou leve, uma pequena parcela dos pacientes pode apresentar formas graves da doença, com comprometimento do sistema nervoso central, incluindo meningite, encefalite e paralisia flácida aguda. “Febre associada a alteração do estado mental, confusão, fraqueza muscular importante, convulsões, dificuldade de movimentação ou outros sinais e sintomas neurológicos exige avaliação médica imediata”, explica a infectologista.
Prevenção
Como não existe vacina autorizada para uso em humanos contra a Febre do Nilo Ocidental, a principal forma de prevenção é evitar a picada de mosquitos A recomendação é utilizar repelentes, roupas que cubram braços e pernas e telas em portas e janelas, além de reduzir possíveis criadouros de mosquitos e evitar a exposição, principalmente nos períodos de maior atividade dos vetores, como o amanhecer e o entardecer.
“Mesmo diante dos casos registrados, não há indicação para pânico. O mais importante é manter as medidas de proteção contra mosquitos e procurar atendimento médico diante de sintomas, especialmente quando houver histórico de exposição em áreas de risco”, reforça a Dra. Vanessa Lentini
Fonte: Dra. Vanessa Lentini, Supervisora Médica da Comissão de Epidemiologia do Hospital Santa Marcelina

