Piolho tem Culpado? 

Piolho tem culpado? Entenda como acontece a transmissão e por que higiene não é o problema

freepik

Quando um caso de piolho aparece em casa, uma das primeiras perguntas costuma ser: de onde veio? Apesar da tentativa de identificar quem transmitiu o parasita, descobrir exatamente onde ou de quem uma pessoa pegou piolho nem sempre é possível. A transmissão pode acontecer em diferentes situações de contato próximo e, ao contrário do que ainda se acredita, não está relacionada à falta de higiene.

Segundo José Andys Oliveira Rodrigues, coordenador do curso de Enfermagem da Faculdade Anhanguera, a pediculose, nome dado à infestação por piolhos, pode atingir qualquer pessoa, embora seja mais frequente entre crianças devido ao contato físico próximo em escolas, creches e outros ambientes coletivos.

“Ter piolho não significa falta de higiene. A transmissão acontece principalmente pelo contato direto entre os cabelos, especialmente cabeça com cabeça. Por isso, quando há convivência próxima entre várias pessoas, o parasita pode circular com mais facilidade”, explica.

Afinal, dá para saber de quem veio o piolho?

Na maioria das situações, apontar exatamente onde começou a infestação é difícil. Isso porque uma pessoa pode estar com piolhos antes mesmo de perceber os primeiros sinais e manter contato próximo com outras durante esse período.

Por isso, diante da identificação de um caso, mais importante do que tentar descobrir a origem é verificar as pessoas que tiveram contato próximo e iniciar os cuidados necessários para interromper a transmissão.

Piolho pula de uma cabeça para outra?

Não. Apesar de ser um dos mitos mais conhecidos sobre o tema, os piolhos não pulam nem voam. Eles se deslocam rastejando e passam de uma pessoa para outra principalmente pelo contato direto entre os cabelos. O compartilhamento de objetos que entram em contato com a cabeça, como pentes, escovas, bonés e acessórios de cabelo, também deve ser evitado.

Como eliminar piolhos e lêndeas?

O pente fino pode auxiliar na remoção mecânica dos piolhos e das lêndeas e deve ser utilizado cuidadosamente, separando o cabelo em pequenas mechas. Dependendo do caso, também podem ser indicados produtos específicos para o tratamento da pediculose.

O especialista alerta, porém, para os riscos de recorrer a receitas caseiras ou utilizar produtos inadequados no couro cabeludo, principalmente em crianças.

“Substâncias utilizadas sem orientação podem provocar irritações, intoxicações e outros problemas. Caso haja dúvida sobre qual tratamento utilizar ou a infestação persista mesmo após os cuidados iniciais, é importante procurar orientação de um profissional de saúde”, orienta.

É possível prevenir?

Não existe uma forma de impedir completamente o contato com o parasita, mas alguns cuidados ajudam a reduzir a transmissão. Evitar compartilhar objetos pessoais que tenham contato com os cabelos, observar o couro cabeludo diante de coceira frequente e comunicar a escola quando um caso for identificado são algumas das medidas recomendadas.

Além disso, tratar a situação sem constrangimento é importante, principalmente quando envolve crianças. “A pediculose é comum e pode acontecer independentemente dos hábitos de higiene. Quando um caso é identificado, o foco deve estar no tratamento e na prevenção de novas transmissões, e não em procurar culpados”, finaliza.

Fonte: Anhanguera – Com 32 anos de história, a Anhanguera oferece para jovens e adultos uma infraestrutura moderna, ensino de excelência e portfólio diversificado com mais de 63 cursos de graduação presenciais, 43 semipresenciais e 57 na modalidade a distância, além de pós-graduações, cursos livres, profissionalizantes, técnicos e EJA. Pertencente à Cogna Educação, a maior e mais completaempresa de soluções educacionais do país, a Anhanguera conta com 108 unidades e centenas de polos em todos os estados brasileiros. Atende milhares de alunos com um corpo docente formado por professores especialistas, mestres e doutores e, 94% da instituição possui conceito 4 ou 5 no Ministério da Educação, sendo 5 a nota máxima atribuída pelo orgão responsável. Para mais informações das soluções educacionais, acesse o site.

Deixe um comentário