Calor Exige Atenção Redobrada com Bebês

Calor exige atenção redobrada com bebês: 5 cuidados para manter a hidratação em dia

Amamentação, oferta adequada de água, roupas leves e cuidados com a pele estão entre as medidas que ajudam a proteger os pequenos nos dias de temperatura elevada

Dias de calor intenso exigem atenção especial de quem tem bebês em casa. Crianças pequenas estão entre os grupos mais vulneráveis às altas temperaturas e dependem dos adultos para que necessidades como alimentação, hidratação, conforto térmico e cuidados com a pele sejam percebidas e atendidas ao longo do dia.

Essa atenção precisa ser ainda maior porque, nos primeiros meses de vida, o organismo do bebê ainda está em desenvolvimento. A pele, por exemplo, pode ser até cinco vezes mais fina do que a de um adulto, possui células menores e mais espaçadas e apresenta uma barreira protetora menos madura. Na prática, isso significa uma pele mais permeável, mais suscetível ao ressecamento e à penetração de agentes irritantes, alérgenos e microrganismos, além de maior sensibilidade aos raios UV.

O pH da pele também passa por mudanças importantes nessa fase. Mais próximo do neutro ao nascer, ele vai se tornando progressivamente mais ácido nos primeiros dias de vida, acompanhando o amadurecimento da função de proteção da barreira cutânea. Não por acaso, aproximadamente 30% das visitas aos pediatras estão direta ou indiretamente relacionadas a questões de pele.

Nos dias mais quentes, portanto, manter o bebê hidratado envolve olhar para duas frentes complementares: a hidratação do organismo e o cuidado com a pele. Calor, suor, exposição ao sol e banhos mais frequentes podem aumentar o desconforto e favorecer o ressecamento, ao mesmo tempo em que temperaturas elevadas exigem atenção maior à ingestão adequada de líquidos de acordo com cada fase da infância.

E esse cuidado começa por uma diferença importante: nos primeiros meses de vida, hidratar não significa simplesmente oferecer água. O Ministério da Saúde recomenda aleitamento materno exclusivo até os seis meses, sem água, chás ou outros líquidos, inclusive em locais secos e quentes. A Organização Mundial da Saúde reforça que o leite materno contém toda a água necessária nessa fase e que, em dias mais quentes, o bebê pode querer mamar com maior frequência.

A partir dos seis meses, quando começa a introdução alimentar, a água passa a fazer parte da rotina e deve ser oferecida ao longo do dia. O Ministério da Saúde destaca ainda que crianças pequenas nem sempre reconhecem ou conseguem comunicar a sede, o que torna a participação dos cuidadores ainda mais importante durante períodos de calor.

Segundo a Dra. Márcia Varejão, pediatra, homeopata e com foco em medicina integrativa, o principal cuidado é justamente não separar esses aspectos.

“Quando pensamos em um bebê no calor, precisamos olhar para hidratação de uma forma mais ampla. Não é apenas quanto líquido ele recebe, mas também como está essa pele mais delicada, se o ambiente está muito quente, se há excesso de roupa, suor ou exposição ao sol. Alimentação, conforto térmico, pele e comportamento fazem parte do mesmo cuidado”, afirma.

A especialista reúne cinco cuidados importantes para atravessar períodos de temperaturas elevadas com mais segurança.

1. Hidrate a pele todos os dias, principalmente após o banho

Como a pele do bebê é mais fina, permeável e possui uma barreira de proteção ainda em desenvolvimento, ela tende a perder água e ficar mais suscetível ao ressecamento. Nos dias quentes, suor, banhos mais frequentes e exposição ao ambiente externo podem aumentar ainda mais essa sensibilidade.

A Sociedade Brasileira de Pediatria orienta o uso de hidratantes próprios para bebês, preferencialmente após o banho, com fórmulas adequadas à faixa etária, hipoalergênicas e sem perfume.

“Quando falamos em hidratação da pele do bebê, o objetivo é ajudar a preservar essa barreira que ainda está amadurecendo. O ideal é optar por fórmulas suaves e adequadas à idade e tornar esse cuidado parte de uma rotina simples”, explica a médica. 

2. Evite hábitos que favorecem o ressecamento

Hidratar a pele também significa evitar situações que prejudiquem sua barreira natural. Banhos muito quentes ou demorados, excesso de sabonete, exposição prolongada ao sol e roupas que aumentem a transpiração podem favorecer irritação e ressecamento.

“Às vezes, a preocupação está apenas em qual produto passar, mas a rotina faz muita diferença. Banhos rápidos, temperatura agradável da água, roupas leves e evitar excesso de produtos ajudam a preservar a proteção natural da pele”, afirma Márcia.

3. Até os seis meses, a hidratação vem principalmente da amamentação

Quando o assunto passa da pele para a hidratação do organismo, a idade do bebê faz toda a diferença. Para aqueles em aleitamento materno exclusivo, não é necessário oferecer água mesmo nos dias mais quentes. O leite materno já fornece a quantidade necessária, e o bebê pode procurar o peito com maior frequência quando a temperatura sobe.

“É comum que o padrão de mamadas mude nos dias de calor. O mais importante é respeitar a livre demanda e observar os sinais do bebê”, explica a especialista.

4. A partir dos seis meses, ofereça água ao longo do dia

Com o início da introdução alimentar, a água passa a fazer parte da rotina. Em períodos de temperaturas elevadas, os cuidadores precisam lembrar que crianças pequenas nem sempre conseguem reconhecer ou comunicar a sede.

“A água precisa ser oferecida várias vezes durante o dia, inclusive deixar o copinho sempre a vista da criança ajuda a criar o hábito dela se hidratar, sem esperar que a criança peça. Pequenas ofertas frequentes ajudam a criar esse hábito desde cedo”, diz Márcia.

Sucos, refrigerantes e outras bebidas açucaradas não devem substituir a água.

5. Observe o ambiente e os sinais do bebê 

Manter uma criança hidratada também passa por evitar que ela fique exposta ao calor excessivo. Roupas leves, ambientes ventilados e redução da exposição externa nos horários mais quentes ajudam o organismo a regular melhor a temperatura.

Ao mesmo tempo, os responsáveis devem observar sinais como boca seca, redução importante da urina, irritabilidade, sonolência fora do habitual, recusa alimentar ou dificuldade para mamar.

“Não precisamos esperar que o bebê demonstre sede. Principalmente nos menores, observar comportamento, alimentação, urina, pele e estado geral é fundamental para identificar rapidamente quando algo não está bem”, alerta Márcia.

Fonte: A Boiron é uma empresa farmacêutica francesa com mais de 90 anos de história e líder mundial em homeopatia.  No Brasil desde 2006, a empresa oferece um portfólio de medicamentos homeopáticos e amplia agora sua presença com o lançamento de seu primeiro cosmético materno infantil no país – Loção Bebê Boiron

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