Sabrina Sato diz que Filho pode Nascer Antes por ser Menino

Sabrina Sato diz que filho pode nascer antes por ser menino, ginecologista explica 5 mitos e verdades sobre declaração polêmica

Sabrina Sato, grávida do segundo filho, comentou sobre a possibilidade de o bebê nascer antes do previsto por estar esperando um menino. A declaração chamou atenção nas redes sociais e reacendeu uma dúvida frequente entre gestantes: será que o sexo do bebê e o peso ao nascer podem influenciar diretamente na duração da gravidez?

Embora meninos possam apresentar, em média, peso e comprimento ligeiramente maiores ao nascimento, essa característica não determina quando o trabalho de parto irá começar. Para esclarecer a relação entre sexo fetal, peso e prematuridade, o ginecologista e obstetra Dr. Paulo Noronha, que atua em São Paulo, explica cinco mitos e verdades sobre o assunto.

1. Meninos pesam mais e, por isso, nascem antes

MITO

A diferença de peso entre meninos e meninas é observada em estudos populacionais, mas isso não significa que um bebê maior tenha necessariamente uma gestação mais curta. O desenvolvimento fetal e o início do trabalho de parto são processos diferentes.

“Os meninos podem, sim, apresentar um peso um pouco maior ao nascimento, mas não existe uma relação direta entre esse tamanho e o início do parto. O trabalho de parto não acontece porque o bebê atingiu determinado peso ou porque ficou grande demais. É um processo complexo, que envolve fatores hormonais, placentários, uterinos, inflamatórios e fetais. Portanto, dizer que um menino nasce antes simplesmente porque pesa mais é uma conclusão que não encontra respaldo na prática obstétrica”, explica o ginecologista e obstetra Dr. Paulo Noronha, que atua em São Paulo.

2. Meninos podem apresentar uma frequência discretamente maior de prematuridade

VERDADE

Alguns estudos populacionais apontam uma associação entre o sexo masculino e uma ocorrência um pouco maior de nascimentos prematuros. Entretanto, essa informação não significa que uma gestante que espera um menino necessariamente terá um parto antecipado.

“Existe uma associação observada em estudos populacionais entre o sexo masculino e uma frequência discretamente maior de prematuridade. Existem hipóteses relacionadas a diferenças na função da placenta, na resposta inflamatória e na adaptação fetal durante a gestação. Mas é fundamental entender que estamos falando de uma associação estatística, e não de uma regra individual. O fato de o bebê ser menino não permite prever que aquela gestação terminará antes de 37 semanas. Na avaliação de uma gestante, consideramos diversos outros fatores que têm muito mais importância para estimar o risco de prematuridade”, afirma Dr. Paulo Noronha.

3. Se o ultrassom mostra um bebê grande, ele provavelmente nascerá antes

MITO

A estimativa do peso fetal faz parte do acompanhamento pré-natal, mas não funciona como uma previsão da duração da gestação. Além disso, o peso indicado pelo ultrassom é uma estimativa e pode apresentar margem de erro.

“O ultrassom é uma ferramenta fundamental para acompanhar o crescimento do bebê, mas o peso estimado não determina quando ele irá nascer. Mesmo um bebê considerado grande pode permanecer no útero até o termo. Quando identificamos um crescimento acima do esperado, avaliamos o conjunto da gestação, incluindo idade gestacional, curva de crescimento, líquido amniótico, condições maternas, presença de diabetes e outros fatores. Não é correto olhar apenas para o peso estimado e concluir que o parto acontecerá mais cedo”, explica o especialista.

4. O sexo masculino é motivo para antecipar o parto

MITO

O sexo do bebê, isoladamente, não é uma indicação para indução do trabalho de parto ou realização de cesariana antes do momento previsto. A decisão depende de condições específicas que possam representar algum risco para a mãe ou para o bebê.

“Não existe uma recomendação obstétrica para antecipar o parto apenas porque a gestante está esperando um menino. Quando precisamos definir o melhor momento para o nascimento, analisamos as condições clínicas da mãe e do bebê, a idade gestacional, a placenta, o crescimento fetal e possíveis complicações da gravidez. A antecipação do parto precisa ter uma justificativa médica. O sexo fetal, sozinho, não é um motivo para interromper uma gestação”, destaca Dr. Paulo Noronha, ginecologista e obstetra em São Paulo.

5. A data provável do parto não significa que o bebê nascerá exatamente naquele dia

VERDADE

A data provável do parto é uma referência utilizada pela equipe médica para acompanhar a evolução da gravidez. O nascimento pode acontecer antes ou depois dessa data, e isso não significa necessariamente que exista algum problema.

“A data provável do parto não deve ser entendida como uma data marcada para o nascimento. Ela serve como uma referência para acompanharmos a idade gestacional e avaliarmos se a gravidez está evoluindo dentro do esperado. O trabalho de parto espontâneo pode começar em momentos diferentes, e o que determina a conduta médica é principalmente a idade gestacional e as condições de saúde da mãe e do bebê. No caso de Sabrina Sato, não é possível afirmar quando o parto acontecerá apenas pelo fato de ela estar esperando um menino. Cada gestação tem suas particularidades, e qualquer possibilidade de nascimento antecipado precisa ser avaliada a partir dos dados clínicos daquela paciente, e não pelo sexo do bebê”, conclui Dr. Paulo Noronha, ginecologista e obstetra em São Paulo.

Fonte: Ginecologista e Obstetra Dr. Paulo Noronha, que atua em São Paulo,

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