Covid-19: Especialistas Comentam Liberação da Vacina para Crianças de 5 a 11 anos

Imunizantes serão oferecidos com dosagens e frascos diferentes para a faixa etária. Médicos explicam como a imunização pode evitar danos irreversíveis à saúde causados pela doença

Com o anúncio oficial da vacinação contra a covid-19 para crianças entre 5 e 11 anos, muitos pais demonstram dúvidas sobre como o processo de imunização irá funcionar. No Estado de São Paulo, o início do calendário para este grupo foi marcado para sexta-feira, 14 de janeiro, após a chegada do primeiro lote da vacina da Pfizer – única até o momento com a aprovação da Anvisa para uso em crianças.
 

Em outubro de 2021, a partir de um estudo realizado pela Pfizer, a vacina se mostrou eficaz em 90,7% na prevenção de infecções. Nos testes, o imunizante foi aplicado em duas doses, com três semanas de intervalo, em 2.268 crianças.
 

Apesar do imunizante ser o mesmo do que o oferecido aos adultos, ele possui algumas particularidades, como dosagens e frascos diferentes. As tampas possuem a cor laranja, justamente para facilitar a identificação pelas equipes de saúde, pais e cuidadores, e a formulação será aplicada em duas doses de 0,2 mL – o que equivale a 10 microgramas. Segundo o Ministério da Saúde, o intervalo de oito semanas entre as doses deve ser seguido.

 

“Essas variações de dosagem foram definidas após estudos que mostraram que uma dose menor para essa parcela da população foi capaz de provocar a resposta imune efetiva, considerando que a vacina é dada em duas etapas”, comenta o pediatra e pneumologista, Eduardo Rosset.


 Quanto ao calendário infantil, a Anvisa recomenda que o período de 15 dias entre a vacina da covid-19 e outros imunizantes seja seguido. “É aconselhável que os pais deem prioridade à vacinação contra o coronavírus, dando sequência nos outros imunizantes depois, respeitando sempre os prazos estabelecidos”, explica o Filipe Prohaska, infectologista da Oncoclínicas.
 

Por que vacinar as crianças?
 Apesar da grande maioria das crianças terem sintomas leves da covid-19, estudos realizados pela Organização Mundial da Saúde mostraram que um quarto dos pacientes pediátricos continuam com os sintomas entre 4 e 5 semanas após o resultado positivo. Dentre os sinais prolongados, foi possível notar danos no cérebro, pulmões e coração, além da fadiga severa.

Segundo Eduardo Rosset, as vacinas são consideradas seguras e salvam vidas. “Mesmo que as crianças tenham taxas de óbitos menores do que os adultos, a covid-19 também pode fazer com que elas desenvolvam a forma grave da doença. Então, a imunização pode ajudar a evitar danos irreversíveis para a saúde”, comenta.
 

A vacina pode causar efeitos colaterais graves?

Segundo dados norte-americanos da Federal Drug Administration, órgão que faz o controle de medicamentos, das mais de 8 milhões de crianças vacinadas nos Estados Unidos, apenas 4% tiveram eventos adversos pós vacinação. “97% dessas reações foram leves e são as mesmas de outras vacinas que fazem parte do Programa Nacional de Imunizações (PNI), como dor no corpo, febre e mal-estar passageiros – podendo durar de 2 a 3 dias na maioria dos casos”, comenta o pediatra.

Filipe Prohaska complementa ainda que os benefícios da imunização das crianças devem ser levados em consideração. “Os riscos de quadros graves causados pela infecção da covid-19 são muito maiores do que reações colaterais causadas pela vacina. Os imunizantes são um passo importante para contornar o surgimento de possíveis variantes, além de promover a imunidade coletiva”.

 

Vacinação e volta às aulas
 

Diante de todos os desafios e aprendizados que a pandemia trouxe, 2022 chega com uma perspectiva importante para o futuro. Mesmo que diferente, a volta às aulas é um momento bastante esperado tanto para as crianças, como para os pais.
 

Com a imunização prevista para iniciar hoje em São Paulo, primeiramente para os grupos com comorbidades, distúrbios e condições especiais, Eduardo Rosset acredita ser um passo fundamental para o retorno às escolas. “Adicionalmente, a imunização de mais essa parcela das crianças em idade escolar dará mais tranquilidade aos adultos responsáveis, educadores e todo o ecossistema de suporte para a retomada em segurança das atividades neste novo ano letivo que se inicia”, finaliza.

Segundo dados norte-americanos da Federal Drug Administration, órgão que faz o controle de medicamentos, das mais de 8 milhões de crianças vacinadas nos Estados Unidos, apenas 4% tiveram eventos adversos pós vacinação. “97% dessas reações foram leves e são as mesmas de outras vacinas que fazem parte do Programa Nacional de Imunizações (PNI), como dor no corpo, febre e mal-estar passageiros – podendo durar de 2 a 3 dias na maioria dos casos”, comenta o pediatra.

Filipe Prohaska complementa ainda que os benefícios da imunização das crianças devem ser levados em consideração. “Os riscos de quadros graves causados pela infecção da covid-19 são muito maiores do que reações colaterais causadas pela vacina. Os imunizantes são um passo importante para contornar o surgimento de possíveis variantes, além de promover a imunidade coletiva”.
 

Vacinação e volta às aulas
 

Diante de todos os desafios e aprendizados que a pandemia trouxe, 2022 chega com uma perspectiva importante para o futuro. Mesmo que diferente, a volta às aulas é um momento bastante esperado tanto para as crianças, como para os pais.
 

Com a imunização prevista para iniciar hoje em São Paulo, primeiramente para os grupos com comorbidades, distúrbios e condições especiais, Eduardo Rosset acredita ser um passo fundamental para o retorno às escolas. “Adicionalmente, a imunização de mais essa parcela das crianças em idade escolar dará mais tranquilidade aos adultos responsáveis, educadores e todo o ecossistema de suporte para a retomada em segurança das atividades neste novo ano letivo que se inicia”, finaliza.

Pediatra e Pneumologista – Eduardo Rosset

Infectologista da Oncoclínicas – Felipe Prohaska


 

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