Descubra Cinco Mitos e Fatos sobre o Parto Vaginal

Obstetra Dr. Alberto Guimarães, esclarece os principais tabus e lendas acerca do tema

A cada minuto centenas de bebês nascem no Brasil, país que está entre os 10 mais populosos do mundo com mais de 214 milhões de habitantes, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com o médico obstetra e consultor da Philips Avent, Dr. Alberto Guimarães, nos últimos anos houve um grande aumento da taxa de cesárea em praticamente todo o mundo, e o Brasil seguiu esse ritmo.

“Em 2021, aproximadamente 56% dos partos realizados no país foram cesáreas. Grande parte das mulheres opta por esse tipo de cirurgia por insegurança e/ou falta de conhecimento sobre como é realizado o parto vaginal”, comenta o especialista.

Dr. Alberto Guimarães esclarece alguns dos principais tabus sobre o parto. Confira:


1. O parto vaginal é mais seguro que a cesárea

Verdade. Após uma cesariana, o risco de infecções, por exemplo, é três vezes maior que para mulheres que se submetem ao parto vaginal. Porém, para qualquer tipo de parto escolhido é necessário que a família conheça a estrutura da maternidade ou local que escolheu para dar vida à criança. Vale lembrar, que mesmo para partos vaginais é indicado que o local conte com um anestesista. Muitos não sabem, mas mesmo para esse tipo de parto, a anestesia pode ser solicitada pela mulher ou até mesmo indicada pelo obstetra que está realizando o procedimento.


2. O parto vaginal é o mais indicado em todos os casos

Mito. O parto vaginal é a via preferencial para o nascimento, desde que na assistência do trabalho de parto não ocorram alterações na vitalidade fetal ou alteração materna que indique uma intervenção cirúrgica. Para o parto vaginal ser bem sucedido é necessário que a mulher tenha dilatação de 10 centímetros para a passagem do bebê. Caso isso não ocorra até 41 semanas de gestação, o indicado é seguir com a indução e/ou a cesariana. Lembrando que toda manobra e decisão deve ser alinhada entre médico e paciente. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a assistência do trabalho de parto deve buscar uma experiência positiva para a mulher e um desfecho favorável no binômio materno-fetal e não simplesmente focar esforços na via de parto.


3. O parto vaginal em si não interfere nas questões sexuais futuramente

Verdade. Ao contrário do que muitos acreditam, o parto vaginal não altera o tamanho da vagina. São raros os casos que ocasionam flacidez de algumas estruturas de sustentação dessa região. Após qualquer tipo de parto, a única mudança em relação às questões sexuais é logo após o nascimento do bebê, em que é necessário um período de resguardo, ou seja, a mulher necessita de uma pausa de 40 a 60 dias para voltar a ter relação sexual. Esse tempo é recomendado para que o útero volte ao seu volume inicial após o parto.


4. Todas as mulheres sentem dores insuportáveis durante o parto vaginal

Mito. A dor do parto é diferente para cada mulher. Ela pode variar por inúmeros fatores, como emocionais, culturais, comportamentais e sociais. Existem mulheres que são mais sensíveis à dor e a variante genética também pode ser levada em consideração nesses casos. Entretanto, em caso de dores muito intensas, a mulher também pode solicitar a anestesia, mesmo no parto vaginal. Vale lembrar que o apoio que a gestante recebe durante as contrações também é essencial para que o parto ocorra de maneira mais prazerosa. A confiança da família no médico é fundamental para que todos sintam-se mais seguros e fortes para o nascimento do bebê.

5. Uma gestação pode durar até 42 semanas

Verdade. Os seres humanos precisam desse período para que o feto se transforme em uma criança saudável, cujo órgãos possam se desenvolver e funcionar perfeitamente sem nenhum suporte. Se você chegar aos nove meses, ou seja, em torno de 40 semanas e não tiver dilatação, é importante um acompanhamento próximo de seu médico obstetra, para que ele possa avaliar se o bebê está recebendo os nutrientes necessários para se manter saudável. Após 42 semanas, tanto a mãe quanto o bebê podem estar em risco, já que há maior perigo da liberação de mecônio – as primeiras fezes da criança, ainda na barriga -, que se aspirado pode levá-lo a óbito, além de acarretar problemas respiratórios e infecções.

Fontes:

Dr. Alberto Guimarães é médico, ginecologista e obstetra pela Faculdade de Medicina em Teresópolis, mestre e doutorando, pela Escola Paulista de Medicina, UNIFESP e idealizador da Universidade do Parto.

Philips Avent é a marca número 1 em recomendação das mães e uma das pioneiras em puericultura no mundo.

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