Infecções Virais em Crianças: Quais os Cuidados e Sinais de Alerta?  

pediatra Marcelo Iampolsky, professor de Medicina do Centro Universitário São Camilo – SP, explica quais os principais sintomas a serem observados e indica as melhores formas de prevenção, além de orientar sobre a vacinação para bebês e crianças

Após o pico de casos de Influenza registrado no início do ano, cresce também o alerta para infecções virais entre bebês e crianças – além da necessidade de diferenciar entre este diagnóstico e o da Covid-19. E é agora, com o início do outono, que aumenta a incidência de doenças causadas por uma série de vírus, conforme aponta o pediatra Marcelo Iampolsky, professor de Medicina do Centro Universitário São Camilo – SP. 

O especialista respondeu a algumas das principais dúvidas sobre os sintomas das infecções sazonais, e comentou também as formas de prevenção e vacinação. Confira:  

Quais os principais sintomas das viroses desse período?  

“Esses vírus têm como característica os sintomas gerais, que são: febre, cansaço, dor no corpo, dor de cabeça, tosse, diarreia, vômito. São sinais muito parecidos, de doenças que têm em comum a transmissão através de gotículas respiratórias. Por isso é importante que, na vigência dos sintomas, procure-se um profissional para fazer esses diagnósticos.”  

Como se dá a vacinação contra gripe para crianças?  

“A gente tem agora o início da campanha de vacinação contra Influenza, que é um dos principais vírus que causam a gripe. Essa vacinação para crianças é a partir de seis meses de idade, duas doses com intervalo de um mês, e acima de nove anos, uma dose. É uma vacina feita anualmente e, em 2022, ela ganha uma importância muito grande porque tivemos recentemente uma epidemia dos casos de gripe. Vimos os nossos prontos-socorros lotados por conta do vírus Influenza.   

Surgiu uma cepa nova, chamada de Darwin, que foi responsável por esses casos. Essa cepa já está incorporada na nova vacina, então é extremamente importante que as crianças, idosos e pessoas nos grupos de risco sejam vacinados, para que a gente consiga proteger essa população.”  

Além da vacinação, quais as outras recomendações para prevenir essas infecções?  

“Lembrando que ainda estamos convivendo com a pandemia da Covid-19, então devem ser seguidas as mesmas recomendações de prevenção que valem para todas as infecções virais: manter um certo isolamento, evitar aglomerações, manter o uso de máscaras, higienizar as mãos com álcool em gel. São as únicas formas de prevenção que temos além das vacinas.”  

Entre as doenças sazonais causadas por vírus, existe alguma que seja mais preocupante?  

“Outros casos que aumentam bastante nesse período são os de uma doença chamada bronquiolite. Ela é causada por vários vírus, principalmente o vírus sincicial respiratório. Essa infecção é um pouco diferente das outras, porque acomete as vias aéreas mais baixas, ou seja, mais próximas do nosso pulmão e, por isso, tem o sintoma de desconforto respiratório maior, um cansaço maior para respirar, além de sibilos – que a gente chama de ‘chiado’ no peito.   

Ela tem uma gravidade no fato de poder evoluir para uma insuficiência respiratória. Geralmente é uma doença que tem uma resolução boa, porém, principalmente em crianças menos de dois anos de idade ou com problemas cardíacos, pulmonares ou prematuras, a importância da proteção cresce ainda mais.”  

E o que se recomenda para essa proteção?   “Para esses grupos de risco, temos a oportunidade de usar um anticorpo monoclonal, chamado de Palivizumab, que protege bastante e tem que ser tomado de preferência antes da sazonalidade, que estamos iniciando agora.” 

Marcelo Iampolsky

Pediatra e professor de Medicina do Centro Universitário São Camilo – SP

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