Saiba identificar os sintomas e evitar erros no tratamento

divulgação AFFECT
Espirros frequentes, nariz entupido, coriza e sensação de pressão no rosto são sintomas comuns e frequentemente confundidos entre rinite e rinossinusite. Apesar das semelhanças, as duas condições possuem causas, mecanismos e tratamentos diferentes.
A rinite, especialmente a alérgica, costuma provocar crises de espirros, coceira no nariz, coriza mais líquida e irritação nos olhos. Entre os principais fatores desencadeantes estão poeira, mofo, pelos de animais, perfumes fortes e mudanças bruscas de temperatura.
Já a rinossinusite é um processo inflamatório que acomete o nariz e os seios da face. Geralmente está associada a sintomas como obstrução nasal, sensação de pressão ou peso facial, redução do olfato e secreção nasal mais espessa. Em muitos casos, o quadro surge após gripes ou resfriados, que provocam inflamação das vias nasais e dificultam a drenagem adequada das secreções.
Segundo o médico otorrinolaringologista Dr. Francisco Leite dos Santos, observar o padrão dos sintomas ajuda a diferenciar os quadros. “Na rinite, predominam espirros, coceira e coriza mais fluida. Já na rinossinusite, a obstrução nasal costuma ser mais persistente e pode haver sensação de pressão facial e secreção mais espessa”, explica.
Outro ponto importante é o tempo de evolução dos sintomas, já que infecções virais simples costumam apresentar melhora progressiva em poucos dias. Quando os sintomas persistem, pioram ao longo do tempo ou se tornam recorrentes, a avaliação médica é importante para investigação adequada.
Os tratamentos seguem abordagens diferentes: na rinite, o controle dos fatores desencadeantes, a lavagem nasal com solução salina e medicamentos específicos ajudam a reduzir a inflamação e controlar os sintomas. Na rinossinusite, além da higiene nasal e hidratação, alguns casos podem exigir tratamentos voltados ao controle da inflamação. Antibióticos podem ser indicados em situações específicas, principalmente quando há suspeita de infecção bacteriana. A automedicação também merece atenção, pois o uso inadequado de medicamentos pode mascarar sintomas, dificultar o diagnóstico e favorecer o uso desnecessário de antibióticos.
Quando não acompanhada adequadamente, alguns casos de rinossinusite podem evoluir de forma prolongada e, mais raramente, apresentar complicações. Já a rinite mal controlada pode comprometer progressivamente a qualidade de vida, o sono e os sintomas respiratórios.
Por isso, diante de sintomas persistentes, recorrentes ou associados a piora clínica importante, a avaliação médica continua sendo a forma mais segura de estabelecer o diagnóstico correto e definir o tratamento adequado.
Fonte otorrinolaringologista Dr. Francisco Leite dos Santos

