TDAH Afeta Cerca de 5% das Crianças e Muitas Vezes pode Ter seus Sintomas Confundidos

No geral, costumam aparecer entre os 3-7 anos de idade e são mais comuns em meninos do que meninas

O Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) afeta cerca de 5% das crianças e muitas vezes pode ter seus sintomas confundidos com os do desenvolvimento normal da infância, por isso a importância de se consultar um especialista. Elas não conseguem manter o foco por períodos maiores de tempo em uma mesma atividade, costumam brincar com todos os brinquedos ao mesmo tempo e podem ter dificuldade com organização.  

É um transtorno neurobiológico de causas genéticas, ambientais e psicossociais, caracterizado por sintomas como falta de atenção, inquietação e impulsividade. Aparece na infância e pode acompanhar o indivíduo por toda a vida. Os pais/ responsáveis devem ficar sempre atentos ao comportamento dos filhos, mas no geral os sintomas podem começar a aparecer entre os 3-7 anos de idade, sendo mais comum em meninos do que meninas.  

Nas meninas o fator impulsivo e hiperativo pode não ser tão evidente, então deve-se atentar a questões como rendimento escolar e comportamento em casa para que possa suspeitar o transtorno.  

 “São crianças hiperativas, não ficando sentadas por muito tempo em um mesmo lugar, subindo nos móveis e mexendo pés e mãos. A presença de impulsividade também ocorre e pode ser observada quando esperam a sua vez na brincadeira, cortam a fala dos outros e precisam de ter uma recompensa imediata”, alerta Pedro Gomes da Cruz Netto, psiquiatra do Hospital Adventista Silvestre RJ.


Estudos apontam a predisposição genética e a ocorrência de alterações nos neurotransmissores que estabelecem as conexões entre os neurônios na região frontal do cérebro como as principais causas do TDAH. O diagnóstico  é essencialmente clínico. O especialista pode lançar mão do teste neuropsicológico, que é feito por psicólogos especializados, para corroborar o achado.  

O tratamento, como na maior parte dos transtornos da psiquiatria, é feito de forma multidisciplinar. Importante fazer acompanhamento regular com psicólogo com técnicas de TCC (Terapia Cognitivo Comportamental). Acompanhamento com fonoaudiólogo também pode ser necessário, além do incentivo à prática de atividade física.  

“Os pais também devem estabelecer rotinas consistentes para manter a organização em casa, estratégias de aprendizado em sala de aula, e falar com os professores sobre a melhor forma de educar a criança, entre outras situações para tornar o menos incômodo possível.   O tratamento medicamentoso pode ser necessário, fazendo uso de psicoestimulantes, como o metilfenidato ou a lisdexanfetamina”, ressalta o psiquiatra.  

Fonte: Dr. Pedro Gomes da Cruz Netto, psiquiatra do Hospital Adventista Silvestre RJ.

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