6 Perfis Maternos que Podem estar Ligados a Criação

Neste Dia das Mães, que tal refletir sobre os impactos da presença materna para o desenvolvimento de quem você é hoje? Confira aqui alguns aspectos importantes da maternidade para a vida das pessoas em sociedade. 

Com o desenvolvimento das ciências relativas ao estudo do psicológico das pessoas, já não é mais uma novidade afirmar que a figura materna é muito importante e presente no desenvolvimento psicológico de cada indivíduo. 

Uma mãe que desenvolve uma relação de apego seguro, equilibrado e desde a infância, ajuda na criação de um indivíduo mais confiante, com maior capacidade de se relacionar e com uma boa autoestima. 

Para a especialista em Psicologia Clínica pela PUC de SP Vanessa Gebrim, se desde a primeira infância a pessoa ser tratada com afeto, terá um desenvolvimento de personalidade muito mais saudável. “Na grande maioria dos casos, a mãe é quem fornece subsídios biológicos, emocionais e mentais que a criança precisa. O papel dos pais ou responsáveis é transmitir o acolhimento, afeto, proteção, cuidado e alegria ao filho. A paciência somada à percepção entende as necessidades do pequenino”, explicou Vanessa. 

No entanto, a especialista também afirma que existem perfis maternos que podem influenciar de forma negativa o desenvolvimento do indivíduo, assim como suas relações com a sociedade. Sendo assim, foram pontuados de forma resumida alguns tipos de perfis maternos. Você se identifica ou encaixa sua mãe em algum deles? Veja: 

1: Sonhadora/Romântica

Este tipo de mulher tem a maternidade como o grande símbolo do seu amor pelo parceiro e como a grande motivação de realização pessoal. A romântica tende a ser mãe cedo e busca a realização profissional mais tarde, motivada quase sempre em poder ser um bom exemplo para seus filhos.

2: Compulsiva

Este tipo de mulher possui um perfil social “testosterônico”. Ou seja, necessita do prazer que só a realização pessoal e profissional pode oferecer. Ela tende a pensar na maternidade mais tarde na vida e, muitas vezes, chega a uma determinada idade e opta por ser mãe como um complemento da vida e nunca como o motivo desta.

3: Perfeccionista

A mulher perfeccionista pensa na maternidade como um componente de sua ideologia de felicidade. Ela tende a optar por uma maternidade mais tardia, pois primeiro ela tem que reunir os atributos essenciais para ser uma mãe dedicada e feliz. Geralmente, esses atributos são relacionados à estabilidade financeira, ou um parceiro que julgue ser um bom pai para os filhos.

4: Abnegada

Este tipo de mulher tem na maternidade a sua realização total. Sua vida só tem sentido se ela viver para servir de estrutura para a realização pessoal dos que ama. A abnegada pode até optar em ser uma mãe solo, tomando para si toda a responsabilidade da criação da prole.

5: Cética

Este tipo de mulher tende a negar seu desejo de ser mãe e pode acabar vivendo a maternidade mais tarde, quase sempre num ato de arrependimento.

6: Parceira

Tem na vida a dois o grande motivo de sua realização pessoal. Tende a procurar homens com quais têm grandes afinidades intelectuais, éticas, de lazer, etc. Costumam optar pela maternidade ou não maternidade por se sentirem completas com o parceiro, com quem buscam ter uma relação estável e duradoura.

Pensar as diferentes maternidade no Dia das Mães

O Dia das Mães é uma data muito importante para diversas famílias, cheia de afetividade, reconhecimento e gratidão. Mas é interessante que análises sobre a maternidade sejam feitas nesse dia, visto que muitas pessoas tendem a pensar o “ser mãe” dentro de um ambiente intocável, sem variáveis. 

Entender que as mães podem apresentar diversos perfis, além de trazer mais valor e complexidade para essa “função” dentro das famílias, também diminui fardos emocionais, cobranças, entre outras questões na relação mãe/filho. A valorização da mãe também parte de entender a dificuldade que é cuidar de um indivíduo. 

A psicóloga Vanessa Gebrim também ressalta que a data não deve ser um fardo ou uma data muito triste para pessoas que não tiverem suas mães presentes. “Aproveite o momento para encontrar outras pessoas, e ter empatia pelo sentimento de outros. Em época onde as redes sociais ficam cheias de mensagens como sobre ‘a melhor mãe do mundo’, ter um olhar atento a quem está sofrendo no relacionamento materno faz toda a diferença.”, reforçou a psicóloga. 

A especialista ainda reforça que pessoas que não conseguem lidar com a ausência da figura materna, ou até mesmo possuem uma relação abusiva com seus pais, devem buscar ajuda psicológica para ressignificar esses sentimentos. 

Autora: Vanessa Gebrim é Pós-Graduada e especialista em Psicologia pela PUC-SP. Teve em seu desenvolvimento profissional a experiência na psicologia hospitalar e terapia de apoio na área de oncologia infantil na Casa Hope e é autora de monografias que orientam psicólogos em diversos hospitais de São Paulo, sobre tratamento de pacientes com câncer (mulheres mastectomizadas e oncologia infantil).

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