Ex-BBB Maxiane Revela como Descobriu o Autismo do Filho

Mãe solo, a ex-participante do BBB 26 contou que percebeu sinais diferentes no desenvolvimento de Joaquim desde os primeiros anos de vida

Ex-BBB Maxiane revela como descobriu o autismo do filho após anos de dúvidas: “Ele estava infeliz”

Mãe solo, a ex-participante do BBB 26 contou que percebeu sinais diferentes no desenvolvimento de Joaquim desde os primeiros anos de vida; especialistas explicam a importância do diagnóstico precoce e do acolhimento familiar

A ex-BBB Maxiane, participante do BBB 26, emocionou seguidores ao falar sobre a descoberta do diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA) do filho Joaquim, de três anos. Durante entrevista ao podcast PodDelas, ela relembrou o período de incertezas vivido pela família e revelou que observava comportamentos diferentes desde os primeiros anos de vida da criança, mas nunca recebeu orientação para investigar a possibilidade de autismo.

Segundo Maxiane, a confirmação do diagnóstico só aconteceu em 2026, após uma longa busca por respostas. Durante o relato, ela destacou que o filho apresentava sinais que chamavam sua atenção e afirmou que uma das maiores dores era perceber que ele não parecia feliz em determinadas situações do cotidiano.

A ex-BBB também contou que a visibilidade conquistada após o reality show foi fundamental para ampliar o acesso a profissionais especializados e possibilitar o início do tratamento adequado.

O relato repercutiu entre pais e especialistas por retratar uma realidade comum a muitas famílias: a dificuldade em identificar sinais precoces do TEA e a demora para obter um diagnóstico definitivo.

Para a psiquiatra Jessica Martani, a trajetória narrada por Maxiane reflete um cenário frequente.

“Nem sempre os sinais do autismo são imediatamente reconhecidos, principalmente quando se apresentam de forma mais sutil. Muitas famílias percebem que existe algo diferente no desenvolvimento da criança, mas passam anos buscando respostas até que o diagnóstico seja confirmado. O mais importante é que, quando identificado, a criança possa receber acompanhamento adequado e individualizado”, explica.

A médica destaca que o diagnóstico não deve ser encarado como um rótulo, mas como uma ferramenta para compreender melhor as necessidades da criança.

“O diagnóstico permite direcionar intervenções, adaptar estratégias de aprendizagem e oferecer suporte emocional à família. Quanto mais cedo esse processo acontece, maiores costumam ser as oportunidades de desenvolvimento e qualidade de vida”, afirma.

A pediatra Renata Castro reforça que pais e cuidadores geralmente são os primeiros a perceber mudanças no comportamento infantil.

Muitas vezes a família observa diferenças na comunicação, na interação social ou em determinados comportamentos repetitivos antes mesmo que essas questões sejam identificadas em consultas de rotina. Por isso, as preocupações dos pais devem sempre ser valorizadas e investigadas quando necessário”, explica.

Segundo a especialista, o acompanhamento multidisciplinar pode fazer grande diferença após a confirmação do diagnóstico.

“O autismo não é uma condição única e igual para todas as crianças. Cada paciente apresenta características próprias, necessidades específicas e potencialidades que precisam ser consideradas no planejamento terapêutico”, diz.

Além dos desafios relacionados ao diagnóstico, especialistas destacam a importância do ambiente escolar no desenvolvimento de crianças autistas.

De acordo com a neuropsicopedagoga e diretora escolar Gabriela Mazaro, inclusão e pertencimento são fatores fundamentais para o desenvolvimento emocional.

“Quando a escola acolhe, adapta atividades e respeita os limites de cada criança, ela transmite uma mensagem poderosa: você faz parte daqui. O pertencimento impacta autoestima, segurança emocional e aprendizagem”, afirma.

Gabriela também destaca que experiências positivas de convivência ajudam a fortalecer vínculos sociais e emocionais.

“A aprendizagem também acontece pela emoção. Ambientes acolhedores e respeitosos podem gerar memórias afetivas muito significativas e fortalecer a relação da criança com a escola e com as pessoas ao seu redor”, pontua.

Ao compartilhar sua história, Maxiane se junta a outras mães que utilizam a visibilidade pública para ampliar o debate sobre o autismo e a importância do diagnóstico precoce. O relato também chama atenção para um aspecto frequentemente citado por especialistas: ouvir os sinais emitidos pela criança e levar a sério as preocupações da família pode ser decisivo para garantir acesso mais rápido ao suporte necessário.

Fonte: Psiquiatra Jessica Martani – Pediatra Renata Castro 

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