Mesmo os modelos de empurrar não são recomendados por entidades como SBP e OMS; professora da UniMAX reforça importância da liberdade de movimento no chão

Foto: divulgação/Unsplash
Os andadores, tanto os tradicionais em que as crianças ficam sentadas quanto os modelos de empurrar, não são indicados em nenhuma fase do desenvolvimento motor infantil. O alerta é da pediatra e professora do curso de Medicina do Centro Universitário Max Planck (UniMAX Indaiatuba), Dra. Lívia Franco, que reforça os riscos à segurança e à saúde da criança.
“A ideia de que o andador ajuda o bebê a andar mais cedo é um grande equívoco. Na verdade, ele atrapalha o desenvolvimento motor natural e pode provocar acidentes graves. O ideal é que a criança tenha liberdade para explorar o chão com segurança, no seu tempo”, explica a médica.
A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) orienta que nenhum tipo de andador, mesmo com supervisão, seja utilizado. A recomendação tem respaldo na Organização Mundial da Saúde (OMS), que sugere estímulo ao movimento livre desde os primeiros meses de vida.
Além dos acidentes, o uso de andadores pode comprometer a aquisição de marcos motores importantes, como sentar, engatinhar e andar. Isso porque o dispositivo oferece uma sustentação artificial, que interfere na construção do equilíbrio, da coordenação e da força muscular.
“A melhor forma de estimular o bebê é no chão, em superfícies firmes e seguras, com supervisão e objetos que o incentivem a se mover por conta própria. Forçar marcos do desenvolvimento pode causar mais prejuízos do que benefícios”, destaca a Dra. Lívia.
O caminhar autônomo costuma acontecer entre 12 e 15 meses, mas pode variar. “Cada criança tem seu ritmo. O papel dos adultos é oferecer um ambiente seguro e respeitoso, e isso não inclui andadores”, finaliza a especialista.
Fonte: pediatra e professora do curso de Medicina do Centro Universitário Max Planck (UniMAX Indaiatuba), Dra. Lívia Franco – UniFAJ e UniMAX – Com 25 anos de atuação e mais de 10 mil alunos formados, o Centro Universitário de Jaguariúna (UniFAJ) e o Centro Universitário Max Planck (UniMAX), ambos do Grupo UniEduK, são instituições reconhecidas pelo MEC com nota máxima (5)

