Diagnóstico precoce é essencial para o desenvolvimento escolar e social e na prevenção de problemas de visão na infância

Problemas de visão na infância podem comprometer o aprendizado, o convívio social e o desenvolvimento geral da criança. Por isso, o acompanhamento oftalmológico desde os primeiros meses de vida é fundamental para garantir uma infância saudável e sem obstáculos visuais. A médica oftalmologista Tania Schaefer, da equipe de especialistas do CDOP – Cirurgia e Diagnose em Oftalmologia do Paraná, referência há 30 anos em diagnósticos e cirurgias oftalmológicas de alta complexidade em Curitiba, destaca a importância da atenção dos pais, educadores e profissionais da saúde.
“O primeiro exame oftalmológico deve ser feito ainda na maternidade, com o teste do olhinho. Depois, é recomendado repetir aos seis meses, anualmente até os seis anos e, então, a cada dois anos ou conforme orientação médica, especialmente se houver histórico familiar de problemas de visão”, explica a médica.
Sinais de alerta
Dificuldade em enxergar objetos à distância, dores de cabeça frequentes e cansaço visual são alguns dos sintomas que podem indicar alterações oftalmológicas. Mas há outros sinais importantes.
“Os pais devem observar comportamentos como esfregar os olhos com frequência, desviar o olhar, fechar um dos olhos ao ver TV ou ler, e dificuldades para acompanhar objetos em movimento. Na escola, os professores também podem notar queda no desempenho, desatenção ou cansaço visual, que muitas vezes têm relação com problemas de visão não diagnosticados”, alerta Tania.
A identificação precoce de alterações visuais pode transformar a rotina de uma criança. Além de facilitar o processo de alfabetização e melhorar o rendimento escolar, ver bem é essencial para a autoconfiança e a convivência com outras crianças.
“Quando o problema é corrigido cedo, a criança aprende melhor, se socializa com mais facilidade e evita frustrações que poderiam ser interpretadas como dificuldades cognitivas ou comportamentais”, reforça a especialista.
Miopia, hipermetropia, astigmatismo e estrabismo estão entre os distúrbios visuais mais frequentes na infância. Há ainda condições congênitas, como a catarata congênita e a retinopatia da prematuridade. O tratamento pode variar de acordo com o diagnóstico.
“Podemos prescrever óculos, lentes de contato, fazer terapias visuais ou indicar cirurgia, dependendo do caso. O essencial é a detecção precoce e o acompanhamento regular com um oftalmologista”, explica.
Tela demais faz mal
O uso precoce e exagerado de telas tem gerado preocupação entre os especialistas. A exposição prolongada pode afetar a saúde visual e o desenvolvimento neurológico das crianças.
A oftalmologista pontua que o excesso de telas está associado à fadiga ocular e ao aumento da incidência de miopia. “Além disso, pode prejudicar a concentração, aumentar os níveis de irritabilidade e interferir no desenvolvimento social e cognitivo. É fundamental limitar o tempo de exposição e incentivar atividades ao ar livre, que são benéficas para a visão e o desenvolvimento integral da criança”, observa.
Recomendações
Tania Schaefer compartilha as recomendações da Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica (SBOP) sobre o uso consciente de telas por crianças:
Menores de 2 anos: evitar totalmente o uso de telas.
De 2 a 5 anos: limitar a 1 hora por dia, com conteúdos educativos e sempre sob supervisão.
Qualidade do conteúdo: priorizar o que for interativo, criativo e apropriado à faixa etária.
Pausas frequentes: a cada 20 a 30 minutos de uso, fazer uma pausa olhando para longe.
Ambiente adequado: boa iluminação, distância segura da tela e postura ergonômica.
Atividades ao ar livre: Devem fazer parte da rotina diária da criança para estimular a visão e o bem-estar.
De acordo com a especialista do CDOP, essas orientações visam a promover um uso equilibrado de tecnologias e preservar a saúde ocular das crianças enquanto favorecem seu desenvolvimento integral.
Fonte: Tania Schaefer – presidente eleita SOBLEC 2020/2021, Diretora de Marketing do Hospital CDOP, Membro do grupo CDOP, Clínica Oftalmológica Geral; especialista em Ceratocone clínico, cirúrgico e implante de anéis, adaptação de lentes de contato gelatinosas as de alta complexidade, adaptação de lentes de contato especiais, semi esclerais, esclerais, Cirurgia de Catarata; especializada em Ortoceratologia e Controle da Miopia, Cirurgia Refrativa de Miopia, Astigmatismo e Hipermetropia, tratamento da Presbiopia ou visão cansada por meio de cirurgia Faco Refrativa, lentes de contato e óculos.
Hospital CDOP – Foi fundado em meados de 1995, uma época de grandes transformações na economia e tecnologia do Brasil. Seguimos evoluindo e construindo a nossa história, nestes mais de 25 anos, sendo referência no diagnóstico e cirurgia oftalmológica em Curitiba e região Metropolitana no estado do Paraná.

