Os primeiros dias após o nascimento do bebê são repletos de descobertas para toda a família.

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Os primeiros dias após o nascimento do bebê são repletos de descobertas para toda a família. Entre elas, uma das maiores é a amamentação. Apesar de ser um processo natural, ela exige adaptação tanto da mãe quanto do bebê e, muitas vezes, vem acompanhada de dúvidas e inseguranças. Mas uma pergunta continua sendo recorrente: sentir dor ao amamentar é normal?
Neste Agosto Dourado, campanha dedicada à conscientização sobre a importância do aleitamento materno, especialistas reforçam que algum desconforto inicial pode acontecer, mas a dor intensa ou persistente é um sinal de que algo precisa ser avaliado.
Segundo a ginecologista Dra. Luiza Drummond, muitas mulheres acreditam que o sofrimento faz parte da amamentação, quando, na verdade, a maioria das dificuldades pode ser identificada e corrigida logo no início.
“A amamentação é um aprendizado para a mãe e para o bebê. É esperado que exista um período de adaptação, mas dor intensa, lesões nos mamilos ou dificuldade constante para o bebê mamar não são situações que a mulher precisa suportar. Quanto antes ela buscar orientação, mais rapidamente essas dificuldades podem ser resolvidas”, explica.
Quais são os problemas mais comuns?
Dor durante a amamentação: nos primeiros dias, é comum que os mamilos fiquem mais sensíveis devido ao início das mamadas.No entanto, quando a dor é intensa ou permanece durante toda a amamentação, ela merece atenção.
“A principal causa costuma ser a pega inadequada do bebê. Pequenos ajustes na posição e na forma como ele abocanha a mama costumam fazer uma grande diferença”, afirma a especialista.
Fissuras nos mamilos: estão entre as principais queixas das mães nas primeiras semanas. Além da dor, elas podem tornar a amamentação um momento de ansiedade e levar muitas mulheres a interromperem o aleitamento antes do esperado.
Segundo a Dra. Luiza, corrigir a pega é o primeiro passo para evitar que o problema se agrave. Também é importante manter a pele protegida e hidratada, utilizando produtos à base de lanolina, que ajudam a criar uma barreira protetora sobre a pele, favorecendosua recuperação e proporcionando mais conforto durante esse momento. Como não precisam ser removidos antes da amamentação esses produtos também tornam a rotina da mãe mais fácil e prática, orienta a especialista.
Mamas endurecidas e doloridas: isso pode acontecer quando há um grande acúmulo de leite nas mamas. Nesses casos, manter o bebê mamando em livre demanda e realizar a extração de leite materno com a ajuda de bombas tira-leite elétricas podem ser medidas úteis para aliviar os sintomas e prevenir possíveis complicações.
Outra grande preocupação das mães é saber se o leite é suficiente. Quando o bebê chora, muitas mulheres começam a questionar se ele está com fome ou se a quantidade de leite está adequada. No entanto, nem sempre o choro significa fome. O ganho de peso e o acompanhamento regular com o pediatra são formas mais confiáveis de avaliar se a amamentação está acontecendo de maneira adequada.
Quando procurar ajuda?
É recomendado buscar orientação de um profissional de saúde quando houver dor intensa durante as mamadas, fissuras que não melhoram, vermelhidão, febre ou mamas endurecidas; dificuldade constante para o bebê realizar a pega; ou dúvidas sobre o ganho de peso e a alimentação do bebê.
Cuidar da mãe também faz parte da amamentação
Para a ginecologista, um dos maiores desafios ainda é mostrar às mulheres que buscar ajuda faz parte do processo de amamentação.
“Existe uma expectativa de que a amamentação aconteça de forma espontânea, mas isso nem sempre corresponde à realidade. A mulher também precisa de acolhimento, orientação e apoio. Quando ela é cuidada, aumenta a chance de viver uma experiência mais tranquila e de manter o aleitamento pelo tempo recomendado”, conclui a Dra. Luiza Drummond.
Fonte: ginecologista Dra. Luiza Drummond

