A Menina Lua, com Tumor Raro nos Olhos, Avança no Tratamento com Quimio

Retinoblastoma entenda como se manifesta essa doença

Dr. Hallim Feres Neto, Membro do Conselho Brasileiro de Oftalmologia, pesquisador e médico de crianças, explica tudo sobre retinoblastoma, o câncer que afeta a filha de Tiago Leifert.

Segundo o Instituto Nacional do Câncer, o INCA, o retinoblastoma, tipo de câncer que atinge a filha de Tiago Leifert e Daiana Garbin, é uma doença que acomete crianças de 0 a 5 anos de vida. O tumor pode aparecer nos dois olhos (bilateral), como é o caso de Lua, ou acometer apenas um dos olhos.

Tiago Leifert e a mulher, Diana Garbin, compartilharam um vídeo, recentemente, como uma forma de informar e prevenir que outras crianças demorem para iniciar um tratamento caso obtenham o mesmo diagnóstico de sua filha, Lua, de 1 ano.

A menina já faz tratamento há alguns meses e segue com sucesso. Mas é importante conhecer essa doença, ainda que rara. “O retinoblastoma é um tumor do olho. Apesar de raro, é o tumor ocular mais comum na infância. Tem uma frequência em torno de 50 casos por milhão de crianças. E, em 90% dos casos, acontece antes dos 5 anos de idade, sendo a média de aparecimento aos 18 meses de vida”, explica Dr. Hallim.

A boa notícia é que ele tem um índice de cura em torno de 90% e, quando detectado precocemente, há preservação da visão em 90% dos casos.

“As células do tumor começam a aparecer na retina, aquela camada que reveste a parte interna do olho. As células da retina crescem e se multiplicam, podendo depois se espalhar para o cérebro e medula”, ensina Hallim que explica ainda: “Esse tipo de câncer, geralmente, acomete crianças pequenas, mas pode eventualmente ocorrer em adultos”


Indícios que devem indicar estado de alerta

  • Quando tiramos uma foto com flash da criança, o reflexo do olho pode aparecer branco ao invés de preto ou vermelho;
  • Quem tem histórico de retinoblastoma na família, deve sempre informar ao médico oftalmologista na primeira consulta;
  • Observar se há vermelhidão ou inchaço do olho da criança;
  • Realizar a primeira consulta num oftalmologista até 18 meses, que é a idade com a maior incidência de aparecimento do retinoblastoma;
  • Insista para dilatar os olhos da criança já na primeira consulta, para avaliar se há algum indício da doença.

Tratamentos

“O tratamento desse tipo de câncer depende do estágio de sua evolução, e se há envolvimento de outras partes do corpo. O primeiro objetivo do tratamento é sempre tentar preservar a visão”, explica Dr. Hallim.

Quimioterapia — É um tratamento medicamentoso que mata as células cancerígenas. Pode eliminar o tumor ou diminuí-lo para que se inicie outro tratamento. “Essa terapia é também usada para tratar células que possam ter se espalhado para fora do olho”, detalha.

Radioterapia — É usada radiação direcionada para o tumor para matar as células. Pode ser feito de duas formas: aplicada de fora do organismo de forma direcionada para o tumor ou com um implante de um pequeno disco radioativo que é deixado próximo ao tumor.

Laser — Pode ser usado para destruir os vasos sanguíneos que alimentam o retinoblastoma.

Crioterapia/ Termoterapia — Usa-se uma substância extremamente fria (nitrogênio líquido) ou quente para congelar ou esquentar as células ruins, matando-as.

Cirurgia — Se o tumor cresceu muito para esses tratamentos, se o olho não pode ser salvo ou pode ser necessária a cirurgia de enucleação, para retirar o olho. Isso serve para impedir que o tumor continue crescendo e se espalhe para outra parte do corpo, gerando metástases.

“A cirurgia para a retirada de um ou dos dois olhinhos é um procedimento que, apesar de não preservar a visão, preserva a vida. E, geralmente, crianças se adaptam bem à retirada de um dos olhos. Depois de um tempo, é colocada uma prótese igual ao outro olho, com resultados estéticos quase muito bons, sendo praticamente imperceptível”, explica Dr. Hallim, que realiza o diagnóstico desse câncer ocular — retinoblastoma — e prescreve todo o tratamento necessário.

Dr. Hallim Feres Neto

CRM-SP 117.127 | RQE 60732 • Oftalmologia Geral • Cirurgia Refrativa • Ceratocone • Catarata • Pterígio • Membro do CBO – Conselho Bras...

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