Ana Hickmann descarta tratamentos para ter filho com Edu Guedes: especialista explica os limites da fertilidade após os 40

Crédito: Reprodução / Redes sociais
A apresentadora Ana Hickmann, de 45 anos, afirmou que não pretende recorrer a tratamentos de fertilidade para ter um filho com o marido, Edu Guedes. Em entrevista ao programa TV Fama, da RedeTV!, ela disse reconhecer as dificuldades relacionadas à idade, mas não descartou uma gravidez espontânea. A declaração traz à discussão um tema que envolve biologia, expectativas e decisões pessoais: quais são as possibilidades e os limites da maternidade após os 40 anos?
O avanço da idade está associado à redução da quantidade e da qualidade dos óvulos. Esse processo diminui as chances de gravidez e aumenta a ocorrência de alterações cromossômicas nos embriões e de perdas gestacionais. Após os 40 anos, essas limitações se tornam mais expressivas, embora a idade, isoladamente, não permita determinar a possibilidade de gravidez de uma pessoa.
“Uma gravidez espontânea após os 40 anos pode acontecer, mas as chances diminuem com o avanço da idade. É importante que a mulher tenha acesso a informações claras, sem promessas e sem pressão, para decidir se deseja tentar engravidar e quais caminhos está disposta a considerar”, explica o especialista em reprodução humana Dr. Alfonso Massaguer, diretor clínico da Clínica Mãe.
Fertilização in vitro não elimina o efeito da idade
Ana já havia recorrido à fertilização in vitro para engravidar de seu filho Alexandre, hoje com 12 anos. Ter obtido uma gestação anteriormente, entretanto, não garante o mesmo resultado em uma nova tentativa, anos depois.
Na fertilização in vitro, os óvulos são coletados e fertilizados em laboratório. Depois do desenvolvimento embrionário, um embrião pode ser transferido para o útero. Quando são utilizados óvulos próprios coletados em idade mais avançada, o envelhecimento desses gametas continua sendo uma limitação importante para o resultado.
“A reprodução assistida oferece possibilidades, mas não reverte o envelhecimento dos óvulos nem garante uma gravidez. A avaliação precisa considerar a história reprodutiva, a idade, os exames e as condições de saúde do casal”, esclarece Massaguer.
Congelamento de óvulos é planejamento, não garantia
Para mulheres que desejam adiar a maternidade, o congelamento de óvulos pode ser uma alternativa de preservação da fertilidade. A técnica permite armazenar os gametas para utilização futura, e as perspectivas de sucesso estão relacionadas, entre outros fatores, à idade no momento da coleta e ao número de óvulos maduros congelados.
“Congelar óvulos mais cedo pode ampliar as possibilidades futuras, mas não deve ser apresentado como uma garantia de maternidade. O procedimento preserva os óvulos com as características da idade da coleta; ele não interrompe o envelhecimento da mulher”, destaca o médico.
A decisão de utilizar os óvulos envolve etapas posteriores de reprodução assistida. Além disso, as condições de saúde da mulher no momento da gestação continuam exigindo avaliação, mesmo quando os gametas foram congelados em uma idade mais jovem.
Informação deve apoiar a escolha da mulher
A discussão sobre fertilidade também precisa contemplar o direito de não realizar tratamentos. Conhecer as opções disponíveis não significa assumir o compromisso de utilizá-las.
“Nosso papel é informar, esclarecer os limites e acolher. A decisão de tentar uma gravidez, recorrer a um tratamento ou não seguir por esse caminho pertence à mulher e ao casal. O planejamento reprodutivo deve respeitar os desejos e os limites de cada pessoa”, conclui Dr. Alfonso Massaguer.
Fonte: O Dr. Alfonso Massaguer (CRM 97.335 | RQE 42.794) – Clínica Mãe é referência em reprodução assistida e dedica-se a ajudar pessoas a realizarem o sonho da maternidade e da paternidade. Com uma equipe altamente qualificada e tecnologia de ponta, oferece atendimento humanizado, tratamentos personalizados e as mais modernas técnicas de reprodução humana, proporcionando cuidados de excelência e focados nas necessidades de cada paciente.

