Cinco Erros que as Pessoas Cometem Tentando evitar Doenças Respiratórias

A combinação entre temperaturas mais baixas, ambientes fechados e aquecedores criam o cenário perfeito para a disseminação de vírus e o agravamento de doenças respiratórias.

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Segundo o otorrinolaringologista Dr. Bruno Borges de Carvalho Barros, muita gente acredita que estar se protegendo, mas comete erros graves que aumentam os riscos de doenças nesta época do ano.

1. Fechar completamente a casa

Manter portas e janelas fechadas o dia inteiro reduz a circulação de ar e favorece a concentração de vírus, poeira, fungos e ácaros. “Com portas e janelas fechadas, há menor circulação de ar e maior acúmulo de partículas respiratórias, aumentando o risco de contágio, o problema não é apenas o frio, mas a falta de ventilação adequada nos ambientes”, afirma o médico.

2. Esquecer de beber água

Mesmo sem sentir sede, o organismo continua precisando de hidratação. A falta de líquidos favorece o ressecamento das vias respiratórias.

3. Exagerar no aquecedor ou umidificador: solução ou problema?

Os aquecedores e umidificadores podem trazer mais conforto, mas o uso excessivo pode prejudicar a saúde respiratória. O aquecedor tende a ressecar o ar, favorecendo irritação no nariz, garganta e vias respiratórias. Já o umidificador, quando utilizado sem controle ou sem a limpeza adequada, pode aumentar a proliferação de fungos, mofo e ácaros, agravando alergias e problemas respiratórios. O ideal é usar os aparelhos com moderação, manter os ambientes ventilados e monitorar a umidade do ar, que deve ficar entre 40% e 60%.

4. Tomar medicamentos por conta própria

Nem toda congestão nasal ou dor de garganta exige antibióticos. A automedicação pode mascarar sintomas e atrasar diagnósticos.

5. Ignorar sintomas persistentes

Muitas complicações começam com sintomas aparentemente simples que não recebem atenção adequada. “Embora muitos sintomas respiratórios sejam comuns durante os períodos de frio, alguns sinais merecem atenção e avaliação médica. Febre persistente, tosse que dura mais de dez dias, falta de ar, chiado no peito, dor facial intensa, congestão nasal prolongada, rouquidão persistente, dor de ouvido e secreção nasal espessa e amarelada podem indicar que o quadro evoluiu para uma infecção ou complicação que exige acompanhamento especializado”, alerta o otorrinolaringologista.

Durante as ondas de frio, alguns cuidados simples podem fazer toda a diferença para proteger a saúde respiratória. “Manter a vacinação em dia, realizar lavagens nasais com soro fisiológico para preservar a hidratação e a limpeza das vias aéreas, higienizar as mãos com frequência e garantir uma boa qualidade de sono são medidas fundamentais para fortalecer as defesas do organismo e reduzir o risco de infecções respiratórias”, finaliza Dr. Bruno.

Fonte: Otorrinolaringologista Dr. Bruno Borges de Carvalho Barros – Médico especialista em otorrinolaringologia pela Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e cirurgia cervico-facial. Mestre e fellow pela Universidade Federal de São Paulo.

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