[PESQUISA] Conhecimento sobre bronquiolite avança entre gestantes brasileiras, mas 79% ainda têm dúvidas sobre vacinação na gestação

Percentual de gestantes que conhecem ou já ouviram falar sobre o VSR passou de 58% para 70% em dois anos; pesquisa também mostra aumento da recomendação médica e da percepção da vacinação como forma de proteção
Embora a bronquiolite tenha se tornado uma das principais preocupações das gestantes brasileiras, quatro em cada dez gestantes brasileiras ainda não sabem que existem meios de prevenção contra o vírus sincicial respiratório (VSR), principal causador da doença, disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS).
O dado é revelado na segunda edição da pesquisa realizada pelo Instituto Inteligência em Pesquisa e Consultoria (Ipsos-Ipec), a pedido da Pfizer, com uma amostra de 530 gestantes brasileiras, de 18 a 45 anos, entre 13 e 28 de julho de 2026, de todas as regiões do país, por meio de entrevistas online, que investiga, desde 2024, o conhecimento e as percepções das gestantes em relação à imunização e à prevenção de doenças respiratórias.
A comparação com a primeira edição da pesquisa também evidencia a evolução do cenário nos últimos dois anos. Em 2024, quando o levantamento foi realizado pela primeira vez, a vacina contra o VSR estava disponível apenas na rede privada. Atualmente, as gestantes também contam com a imunização contra o vírus no SUS, e a cobertura vacinal entre gestantes chega a 85% no país. Nesse período, o percentual de gestantes que conhecem ou já ouviram falar sobre o VSR passou de 58% para 70%, mostrando avanço na conscientização sobre o vírus e suas formas de prevenção.
Apesar desse avanço, ainda existem lacunas importantes sobre prevenção. A pesquisa mostra que o aumento da familiaridade com o VSR não significa, necessariamente, conhecimento sobre as formas de prevenção disponíveis no SUS.
Esse contraste também aparece quando se aprofunda o olhar sobre a vacinação durante a gestação: 79% das entrevistadas apresentaram ao menos uma dúvida ou percepção equivocada sobre o tema, enquanto apenas 13% responderam corretamente a todas as afirmações avaliadas.
A pesquisa aponta ainda a bronquiolite como a principal doença infectocontagiosa que preocupa as gestantes, sendo citada por 60% das entrevistadas, um aumento em relação aos 40% registrados em 2024. No entanto, apenas 46% reconhecem corretamente que a doença pode ser grave, com risco de hospitalização e morte, especialmente para bebês e idosos. O dado sugere que a maior preocupação com a doença não necessariamente se traduz em pleno entendimento sobre sua gravidade ou sobre as formas de prevenção disponíveis.
Até 2025, no Brasil, cerca de 20 mil bebês menores de um ano eram internados anualmente por bronquiolite. Em 2025, foram registradas 42.450 infecções por VSR, das quais 34.988 ocorreram em crianças menores de dois anos e 3.620 em crianças de dois a quatro anos. No mesmo período, aproximadamente 35 mil crianças nessa faixa etária precisaram de hospitalização, incluindo 10 mil internações em unidades de terapia intensiva (UTI).²³⁴
“A vacinação materna é extremamente importante para a proteção do bebê em um período em que ele ainda é muito pequeno para contar com seu próprio sistema imunológico e calendário vacinal. A imunização durante a gestação contribui para que o bebê receba anticorpos maternos transferidos pela placenta”, explica a Diretora Médica da Pfizer Brasil, Adriana Ribeiro.
Conhecimento sobre vacinação evolui, mas ainda há lacunas importantes
Em comparação com a pesquisa anterior, houve avanços no conhecimento sobre imunização durante a gestação. Em 2026, 72% das entrevistadas afirmam saber da existência de um calendário vacinal específico para gestantes, contra 58% em 2024. Ainda assim, 25% acreditam que devem seguir apenas o calendário de vacinação correspondente à sua idade, o que reforça que a adesão às recomendações médicas pode conviver com dúvidas conceituais sobre quais vacinas são indicadas, quando devem ser aplicadas e qual é seu papel na proteção da mãe e do bebê.
As dúvidas também aparecem quando as gestantes são questionadas sobre a proteção proporcionada pela imunização materna. Embora o conhecimento tenha evoluído, 79% apresentaram ao menos uma dúvida ou percepção equivocada sobre vacinação durante a gravidez. Apenas 13% responderam corretamente a todas as afirmações avaliadas, indicando que o aumento do conhecimento sobre o tema ainda não significa domínio completo das informações. Apesar da evolução, 31% ainda não reconhecem que algumas vacinas recomendadas durante a gestação também podem contribuir para a proteção do bebê.
Orientação médica é decisiva para a vacinação durante a gestação
Nesse cenário, o profissional de saúde aparece como uma figura central na tomada de decisão das gestantes. O médico que acompanha o pré-natal é a principal fonte de informação sobre gravidez para 77% das respondentes.
Das entrevistadas, 88% afirmam ter recebido recomendação para se vacinar durante a gestação, um avanço em relação aos 77% registrados em 2024. Entre aquelas que receberam a indicação, 96% afirmam que seguem ou pretendem seguir a recomendação. Além disso, 71% relatam seguir integralmente as orientações recebidas durante o acompanhamento pré-natal.
“A orientação do profissional de saúde durante o pré-natal é fundamental para que a gestante tenha acesso a informações confiáveis e possa tomar decisões conscientes sobre sua saúde e a proteção do bebê. Ampliar o conhecimento sobre a imunização materna continua sendo um desafio, especialmente para que mais mulheres saibam quais medidas de prevenção estão disponíveis e quais são recomendadas durante a gestação”, afirma Adriana.
Apesar da forte influência dos profissionais de saúde, a vacinação ainda aparece de forma secundária nas consultas pré-natais quando comparada a temas como exames de rotina, sintomas da gestação e parto, indicando uma oportunidade para ampliar as conversas sobre prevenção ao longo da gravidez.
Vacinação é associada principalmente à proteção e ao cuidado
A percepção das gestantes sobre a vacinação também é majoritariamente positiva: 62% associam a vacinação a sentimentos de proteção e cuidado, enquanto 26% relatam sentimentos relacionados à segurança e confiança. Apenas 4% mencionam medo ou receio.
O levantamento também indica o potencial da informação como estímulo à prevenção. Após serem informadas sobre a disponibilidade de uma vacina contra o VSR para gestantes no SUS, 89% afirmam que com certeza ou provavelmente tomariam a vacina durante a gravidez. Os resultados apontam, portanto, para um cenário de avanços importantes na conscientização, acompanhado de uma oportunidade de aprofundar o conhecimento sobre VSR, bronquiolite e vacinação durante o pré-natal.
“Ampliar o conhecimento sobre a vacinação materna ainda é um desafio e precisamos educar para que cada vez mais mulheres saibam da importância da imunização para si e para o bebê. Os resultados mostram que, quando as gestantes recebem informação e orientação adequada, existe uma grande disposição para aderir às medidas de prevenção disponíveis”, conclui.
Ficha técnica da pesquisa
Pesquisa nacional realizada pelo Ipsos-Ipec com 530 gestantes brasileiras, de 18 a 45 anos, entre 13 e 28 de julho de 2026, por meio de entrevistas online. A pesquisa tem nível de confiança de 95% e margem de erro de 4 pontos percentuais.
Fonte: ABRYSVO® é a vacina da Pfizer contra o vírus sincicial respiratório (VSR). Incorporada ao Calendário Nacional de Vacinação da Gestante, por meio do Programa Nacional de Imunizações (PNI), passou a ser ofertada pelo SUS a gestantes em dezembro de 2025. A recomendação prevê uma dose única a partir da 28ª semana de gestação, em cada gravidez, permitindo a transferência de anticorpos maternos para o bebê ainda durante a gestação.

