Descomplicando a Neuro! A moleira do meu bebê fechou?

E agora?

É possível que durante o trabalho de parto, ou dependendo da posição do bebê no interior do útero, possa haver alguma alteração no formato da cabeça do bebê. Isto deverá se resolver de forma espontânea, após uma ou duas semanas após o nascimento. Outra situação bastante comum, também após o nascimento, é a chamada deformidade postural. Durante os primeiros meses de vida, geralmente seguindo orientação do pediatra para prevenção da regurgitação do leite e o risco da aspiração, os bebês permanecem apoiados na parte de trás da cabeça.

O apoio constante da região posterior da cabeça tornará o crânio amassado. Os pais devem mudar a cabeça de posição, para evitar o aparecimento destas deformidades.

A craniossinostose ou cranioestenose é uma deformidade craniana causada pelo fechamento precoce de uma ou mais suturas cranianas, que servem para determinar o crescimento e remodelamento do crânio. As suturas não têm nada a ver com a moleira popularmente conhecida. A moleira, chamada de fontanela, é um espaço que existe na cabeça do bebê, cuja função é acomodar os ossos do crânio durante a passagem pelo canal do parto.

Sinais de alerta – craniossinostose

  • O bebê já nasce com uma deformidade craniana;
  • A deformidade não melhora com o tempo;
  • Presença de cristas ósseas palpáveis;
  • Com o crescimento da criança, a deformidade fica cada vez mais aparente.

A craniossinostose pode causar compressão cerebral, deformidade estética e está relacionada a aspectos psicossociais (rendimento escolar, convívio social, comportamento). O tratamento da craniossinostose na maioria dos casos é cirúrgico.

Se persistir alguma dúvida em relação ao formato do crânio, procure um especialista.

Prof. Dr. Ricardo Santos de Oliveira – Médico graduado pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FMRPUSP). Residência em Neurocirurgia no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (HCRP-USP). Membro Titular da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia (SBN). Doutor em Clínica Cirúrgica pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da Universidade de São Paulo, com pós-doutorados pela Universidade René Descartes, na França, e pela FMRP-USP. Professor Livre-Docente pela Universidade de São Paulo. Médico Assistente da Divisão de Neurocirurgia do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto. Presidente da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia Pediátrica (2019-2021). Foi o neurocirurgião pediátrico principal do caso das gêmeas siamesas do Ceará. Atua com consultórios em Ribeirão Preto no Neurocin e em São Paulo no Instituto Amato.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.