Dia Internacional da Mulher:  Dia de lembrar!

Dia Internacional da Mulher. Dia de lembrar nossa própria história e daquelas que nos trouxeram até aqui. Dia de resgatar na memória (ou pesquisar) os caminhos das mulheres famosas (ou não) que lutaram e conquistaram espaço que antes nos era negado. Saber de suas conquistas e perceber que antes não tínhamos tantos direitos, tínhamos menos liberdade e menos respeito.

É essa consciência que faz com que percebemos que as coisas eram muito diferentes. Que a opressão era ainda mais nefasta. E que sim, ainda temos que fazer muita coisa, por nós, por nossas filhas, pelas outras mulheres.

Falando no âmbito nacional, podemos listar as seguintes conquistas:

Somente em 1827 foi permitido o acesso das mulheres às escolas primárias! E em 1879 conquistamos o acesso à faculdade. Imagine só, hoje somos maioria no acesso à faculdade.

Em 1832 tivemos a primeira publicação, feita por Nísia Floresta, que desafiou  os costumes da época e foi a primeira mulher brasileira a denunciar em uma publicação o mito da superioridade do homem e de defender as mulheres como pessoas inteligentes e merecedoras de respeito igualitário.

Apesar do primeiro partido político feminino ter sido criado em 1910, como ferramenta de defesa aos direitos femininos, como o direito ao voto e sua emancipação social. Foi apenas em 1932 que pudemos votar.

Sabe o cartão de crédito/débito que você tem na carteira? Somente em 1974 foi possível carregá-lo legalmente! Jogar futebol legalmente, em 1979.

Mas o mais importante (e para mim o mais grave, por ter demorado tanto), é que somente em 1988, na nova Constituição Brasileira, que homens e mulheres foram considerados iguais! Em 2002, não ser mais virgem não era mais motivação para anulação de casamento.

Lei Maria da Penha? Sancionada em 2006. Feminicídio se torna uma tipificação legal? 2015.

É uma listagem rápida e muito significativa! Há muitas outras! E a história foi feita para ser aprendida, e nesse caso, comemorada.

Que nos inspire em nossas lutas cotidianas. Que eduquemos nossas filhas a serem livres e inteligentes e nossos filhos a não verem as mulheres como posse e a lidarem com suas emoções de forma saudável.

Que nos inspire a dizermos Não em situações absurdas, em nosso cotidiano.

Que nos inspire a ajudarmos umas as outras, quebrando um ciclo de suposta competição.

Que possamos vestir nossas calças todos os dias e saber que isso, essa vestimenta, também foi um ato de liberdade!

Lembre-se que você pode fazer tudo sim! O que quiser e onde quiser. Que seu lugar, é onde você decidir! Que seus sonhos, seu trabalho, sua vida merecem respeito, dignidade e apoio. Não se esqueça disso! Combinado?

Débora Loureiro é especialista em Autoestima. Contribui para o aumento de poder pessoal de quem está em contato usando conhecimentos de várias áreas sobre a mente humana, experiência e sensibilidade. Atua com sua personalidade única na vida de seus clientes para trazer ao mundo mais pessoas que estão cumprindo suas missões de vida. Ajuda a descortinar luzes interiores com toda sua potência e esplendor.

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