Dia Nacional da Vacinação convida à reflexão sobre a proteção de crianças e adolescentes

Celebrado em 17 de outubro o dia chama a atenção para a prevenção de doenças e a importância de manter a caderneta atualizada
O Dia Nacional da Vacinação, celebrado no sábado (17/10), é uma oportunidade para refletir sobre a importância das vacinas na proteção de crianças e adolescentes e transformar essa conscientização em cuidado. A Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul (SPRS) orienta pais e responsáveis a aproveitar a data para conferir a caderneta dos filhos e procurar atendimento para atualizar doses pendentes. A recomendação vale tanto para os primeiros anos de vida quanto para a adolescência. O 2º vice-presidente da SPRS, Dr. Benjamin Roitman, explica que a queda das coberturas vacinais aumenta o número de pessoas suscetíveis e facilita a disseminação de doenças.
“Quando a cobertura vacinal cai, há mais pessoas desprotegidas. A chegada de um vírus trazido por um viajante pode ser suficiente para que a doença se espalhe com facilidade e rapidez”, alerta.
Segundo o médico, uma das dificuldades é a ideia de que vacinas são necessárias apenas para bebês. Como os adolescentes costumam consultar menos do que as crianças pequenas, oportunidades de orientação e atualização da caderneta podem ser perdidas.
“As vacinas são indicadas para todas as idades. Na adolescência, muitas vezes, os jovens não sabem ou não são orientados sobre a importância da vacinação contra o papilomavírus humano, o HPV, da meningocócica ACWY e da vacina contra a dengue”, afirma.
O Calendário Nacional de Vacinação do Ministério da Saúde prevê imunizações em diferentes fases da vida. Por isso, a conferência deve considerar a idade, o histórico de doses e as indicações de cada vacina. Entre os cuidados lembrados pelo especialista está também a proteção contra difteria e tétano, que exige reforços periódicos.
Atraso não significa começar tudo de novo
Uma dúvida frequente das famílias é o que fazer quando uma dose não foi aplicada no prazo previsto. Conforme orienta o Ministério da Saúde, as doses já recebidas devem ser consideradas na atualização da caderneta. A equipe de saúde avalia quais aplicações faltam e os intervalos necessários para completar o esquema vacinal.
“Atrasar o reforço de uma vacina não significa que seja necessário começar tudo de novo. Se alguma dose está atrasada, converse com o pediatra ou procure uma unidade de saúde para completar a caderneta. Algumas vacinas têm idade máxima para aplicação, e adiar demais pode levar à perda de uma oportunidade de proteção”, orienta o Dr. Benjamin Roitman.
O especialista reforça que manter a vacinação atualizada também ajuda a evitar o retorno de doenças cuja circulação foi controlada. A redução dos casos não deve ser interpretada como motivo para abandonar a prevenção.
Para revisar a situação vacinal de crianças e adolescentes, pais e responsáveis devem levar a caderneta ao pediatra ou à unidade de saúde mais próxima. Informações sobre as vacinas e os esquemas recomendados estão disponíveis no site do Ministério da Saúde: https://www.gov.br/saude/pt-br/vacinacao/calendario.
Fonte: Sociedade de Pediatria do RS – A Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul foi fundada em 25 de junho de 1936 com o nome de Sociedade de Pediatria e Puericultura do Rio Grande do Sul pelo Prof. Raul Moreira e um grupo de médicos precursores da formação pediátrica no Estado. A entidade cresceu e se desenvolveu com o espírito de seus idealizadores, que, preocupados com os avanços da área médica e da própria especialidade, uniram esforços na construção de uma entidade que congregasse os colegas que a cada ano se multiplicavam no atendimento específico da população infantil. Atualmente conta com cerca de 1.750 sócios, e se constitui em orgulho para a classe médica brasileira e, em especial, para a família pediátrica.

