Enfermeira Obstetra dá Dicas para Amamentação de Gêmeos

Amamentar gêmeos exclusivamente no seio materno é possível. A quantidade de leite produzida pela mãe tem relação com o estímulo recebido no primeiro mês de vida.

Quando falamos de amamentação, já é mais do que sabido de que não existe leite fraco ou insuficiente. Ainda assim, as mamães de gêmeos sentem-se inseguras se são capazes de produzir leite para os dois bebês.


Segundo a Enfermeira Obstetra e Consultora de Amamentação Cinthia Calsinski, o aleitamento gemelar é totalmente possível e o preparo da mulher é iniciado ainda na gestação, com informações sobre livre demanda, boa pega e posicionamento dos bebês, contato pele a pele, sinais da boa ingestão de leite, observação do comportamento e das evacuações etc. “Informação nunca é demais e estar bem preparada dá segurança para encarar as situações”, conta a enfermeira obstetra.


O medo de não ser capaz de produzir leite para os dois bebês também é infundado. Cinthia explica que a capacidade de produção depende do estímulo da mama no primeiro mês de vida — que pode ser feito pelos recém-nascidos ou por uma bomba extratora de leite. “Quanto mais receptores de prolactina forem ativados neste período pelo estímulo e esvaziamento da mama, melhor será a produção de leite”, explica.


Um ponto fundamental para que as mamães de gêmeos consigam ter sucesso no aleitamento é a organização: a mãe deve se dedicar única e exclusivamente aos bebês. Se for preciso contratar ajuda para manter a rotina doméstica, não tem problema. “Monte uma rede de apoio, reserve espaço para anotar dados de cada mamada, ordenha, etc. e dedique-se ao aleitamento. Cuidar de dois bebês é um desafio e, nos primeiros dias, tanto mãe quanto bebês estão aprendendo e se adaptando à amamentação.”
Cada bebê deve ter seu tempo de mamada sozinho com a mãe e é importante fazer um rodízio de bebês/mamas a cada 24 horas ou a cada mamada, uma vez que cada um estimula a mama de uma maneira (tempo, força, musculatura etc) e pela experiência sensorial com a mãe. “Eles percebem a diferença de como enxergam a mãe, sentem seu corpo, escutam o ambiente etc.”, conclui Cinthia

Fonte: Cinthia Calsinski é enfermeira obstetra há cinco anos, é preparada para analisar criticamente a situação da paciente e investigar problemas que possam prejudicá-la ou a seu filho, sempre buscando soluções através de diversos métodos científicos, é habilitada para conduzir um parto quando acontece de forma natural, analisar a gestante, verificar contrações, dilatações e demais alterações no funcionamento do organismo feminino no momento do parto, e discernir quaisquer alterações patológicas que possam requerer um atendimento médico especializado.

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