Festa Junina na Gestação

Festa junina na gestação: do milho à canjica, gestantes podem aproveitar a festa junina com equilíbrio

Especialista do Hospital e Maternidade Santa Maria orienta como aproveitar os pratos típicos com segurança durante a gravidez

O mês de junho chega com cheiro de milho cozido, canjica, pamonha, bolo de fubá, pipoca, maçã do amor e aquele clima de arraial que atravessa gerações. Para muitas gestantes, porém, surge uma dúvida comum: é possível aproveitar as comidas típicas sem riscos para a saúde?

A resposta é sim, mas com alguns cuidados. Segundo o Dr. Rodrigo Nogueira, ginecologista do Hospital e Maternidade Santa Maria, do Grupo Santa Joana, a festa junina não precisa virar uma lista de proibições. A chave está na moderação, na higiene e na atenção às condições individuais da gestante, como diabetes gestacional, hipertensão, refluxo e ganho de peso excessivo.

“A comida de festa junina faz parte da memória afetiva de muita gente. A gestante não precisa se excluir desse momento, mas deve fazer escolhas conscientes e observar o preparo dos alimentos”, explica o médico.

Durante a gravidez, o organismo passa por mudanças imunológicas e gastrointestinais que podem deixar a mulher mais suscetível a infecções alimentares. Por isso, alimentos crus, mal armazenados ou feitos com leite não pasteurizado devem ser evitados.

No Brasil, o Ministério da Saúde orienta priorizar alimentos naturais e preparações caseiras, além de reduzir ultraprocessados. No contexto das festas juninas, o médico reforça que o risco está mais no excesso de açúcar e gordura do que nos ingredientes típicos em si.

Entre os pratos tradicionais, o milho cozido é uma das opções mais adequadas, desde que bem cozido e com pouco sal. A pipoca também está liberada, quando preparada com pouco óleo. Já pamonha, canjica e curau merecem atenção por concentrarem açúcar e leite. Isso vale para doces como pé de moleque, paçoca, cocada, arroz-doce e maçã do amor. Apesar de pequenos, são altamente açucarados e podem piorar sintomas como náuseas e refluxo.

“Uma dica simples é escolher o que realmente dá vontade de comer, evitando experimentar tudo ao mesmo tempo. Festa junina não precisa virar uma maratona gastronômica”, comenta o especialista.

Outro ponto de alerta são as bebidas. Quentão e vinho quente, mesmo em pequenas quantidades, devem ser evitados. Não existe quantidade segura de álcool na gestação. Alternativas sem álcool, chás suaves liberados pelo obstetra e bebidas quentes com frutas podem substituir as versões tradicionais.

Atenção também aos alimentos vendidos em barraquinhas. É importante verificar higiene, armazenamento e temperatura adequada. Preparações com leite, creme, queijo, carnes ou ovos exigem cuidado redobrado.

“Se a comida ficou muito tempo exposta ou não há refrigeração adequada, é melhor evitar. Na gestação, a prevenção é sempre o melhor caminho”, reforça o Dr. Rodrigo.

Fonte: Dr. Rodrigo Nogueira, ginecologista do Hospital e Maternidade Santa Maria, do Grupo Santa Joana –  A instituição preserva o padrão de excelência médica, alta tecnologia e acolhimento humanizado que consolidaram o Grupo como referência nacional em saúde da mulher, da mãe e do bebê. A instituição também é certificada pela Society for Obstetric Anesthesia and Perinatology (SOAP) como Centro de Excelência em Anestesia Obstétrica 

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