Maio é o Mês de Conscientização do Câncer de Ovário 

Médica do Hospital Icaraí lembra que é o tipo de câncer com maior possibilidade de cura

Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), o câncer de ovário é a segunda neoplasia ginecológica mais comum, atrás apenas do câncer do colo do útero.

Diversos são os fatores que ocasionam a doença, como problemas  reprodutivos e hormonais, histórico familiar, fatores genéticos e excesso de gordura corporal.

Segundo a Dra. Flávia do Vale, médica ginecologista, obstetra e coordenadora da Maternidade do Hospital Icaraí em Niterói, quando uma mulher é diagnosticada no estágio inicial, sua chance de sobreviver ao câncer de ovário por cinco anos ou mais dobra de apenas 46% para mais de 90%.

“Os sintomas do câncer de ovário podem ser bastante sutis no início, muitas vezes passando despercebidos antes que sejam tomadas medidas para diagnosticar sua causa. Em parte, porque esses estágios iniciais geralmente são indolores”, explica a médica.

Segundo Flávia, os sintomas mais comumente relatados para câncer de ovário são: aumento do tamanho abdominal ou inchaço abdominal persistente, dor abdominal ou pélvica (barriga inferior), necessidade de urinar com frequência ou urgência e dores durante o sexo ou sangramento após a relação. 

“É importante lembrar que todos os sintomas mencionados podem ser causados por outras condições médicas menos graves. No entanto, se você estiver sentindo esses sintomas de forma persistente, aí sim, podem ser problemáticos, e deve ser relatado ao seu médico. Eles poderão examiná-la e, se necessário, fazer mais testes para encontrar a causa de seus problemas.”, alerta. 

A médica lembra que não há teste para detecção precoce para câncer de ovário de forma eficiente e universal. Mas o exame físico periódico feito pelo ginecologista, associado ao Ultrassom Transvaginal e alguns exames de sangue (como o CA-125) ajudam a detectar a doença.

“O tipo de tratamento que as mulheres recebem depende do tipo e estágio do câncer de ovário e de sua saúde geral. A quimioterapia é o principal tratamento para o câncer de ovário aliada, muitas vezes, à cirurgia”, diz.

A detecção precoce do câncer de ovário é vital para garantir as maiores chances de sobrevivência da paciente.

“Quando detectado precocemente, há uma chance de 93% de sobrevivência, tornando-se um dos cânceres mais sobreviventes que conhecemos”, finaliza.

Autoria: Dra. Flávia do Vale, médica ginecologista, obstetra e coordenadora da Maternidade do Hospital Icaraí em Niterói

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