Nevo Gigante Pode Evoluir para Câncer de Pele

O câncer de pele, muito comum em pessoas acima dos 40 anos, pode também atingir crianças, principalmente aquelas que nascem com o nevo congênito.

O nevo congênito é caracterizado por manchas escuras, com tamanhos que vão de pequenas e médias nos casos mais comuns. Mas também existe o nevo gigante, quando a mancha mede 20 cm no maior diâmetro. Embora raro, esseúltimo apresenta um risco em torno de 5% para evoluir para um câncer, com maior risco de ocorrer nos primeiros cinco anos de vida.

Além do risco de malignidade, o nevo compromete a parte psicológica do paciente devido à estética e, por isso, intervenções cirúrgicas são indicadas para estes casos e inclui ressecção parcial ou total. Outra técnica utilizada pode ser o enxerto de pele retirada de outra parte do corpo para a cobertura do local de onde foi retirada a lesão.

Outros tipos de câncer: Há diversos tipos de câncer de pele, porém, os três mais comuns no Brasil são: carcinoma basocelular, carcinoma espinocelular e melanoma, sendo esse último o mais grave, com risco de desenvolver metástase e podendo levar o paciente a óbito.

Carcinoma basocelular: o mais comum, cerca de 80% dos casos, pode ser mais agressivo localmente, porém – normalmente – apresenta uma evolução mais lenta. Pode-se apresentar como uma pinta, mancha, nódulo ou ferida na pele.

Carcinoma espinocelular: com origem na camada mais superficial da pele também pode aparecer em mucosas e até em áreas de cicatrização prolongada, como uma ferida que nunca fecha. Mais comum surgir nas áreas do corpo que ficam mais expostas ao sol, como rosto, orelhas, lábios, pescoço e dorso da mão. Às vezes, pode até ser necessário radioterapia no complemento do tratamento.

Melanoma: É o menos frequente, representa 3% dos cânceres de pele no Brasil, porém, é o mais agressivo, com risco de metástase. O prognóstico pode ser bom se descoberto na fase inicial. Devido aos novos medicamentos e a detecção precoce da doença, houve uma melhora na sobrevida desses pacientes nos últimos anos.

Para facilitar a análise de alterações em lesões ou pintas, sempre oriento os pacientes a seguir o método conhecido como ABCDE:

A – Assimetria: quando uma parte da lesão é diferente da outra

B – Borda: irregularidades no contorno

C – Cor: cores diferentes na mesma pinta ou lesão

D – Diâmetro: quando for maior de 6 milímetros

E – Evolução: perceber se a lesão apresenta crescimento, muda de formato

ou cor

Feridas que não cicatrizam depois de três semanas ou que sangram facilmente também devem ser investigadas.

Normalmente, o dermatologista é quem faz a suspeita do diagnóstico pela dermatoscopia, exame realizado com lente de aumento. Sendo necessário o estudo anatomopatológico para definição do diagnóstico.

Dependendo do local onde está a lesão, no caso de regiões do corpo mais delicadas e expostas, como a face, por exemplo, o paciente é encaminhado para o cirurgião plástico, que faz a remoção e reconstrução se necessário.

Prevenção: Evitar o sol entre 10h e 16 horas não é a única forma de se prevenir o câncer de pele. A melhor prevenção é o uso correto de filtro solar, ao longo do dia, associado a proteções físicas como roupas e chapéus. Outras dicas são:

Usar filtro solar diariamente, mesmo que em dias nublados, e reaplicá-lo a cada duas ou três horas ou antes se houver suor excessivo e atividades em água.

Aplicar filtro solar adequado ao seu fototipo – pessoas de fototipo 1 ou 2 (pele clara, olhos claros, que sempre se queimam e nunca se bronzeiam) precisam de uma fotoproteção de no mínimo FPS 50; pessoas de fototipo 3 ou 4 (pele clara e cabelos castanhos ou pele mais morena e cabelos castanhos, que se bronzeiam e nem sempre se queimam) necessitam de fotoproteção entre FPS 30-50 e pessoas de fototipo 5 e 6 (peles morenas mais escuras e negras) apresentam fotoproteção eficiente com FPS 30. Lembrando que esses fatores são suficientes desde que se aplique o filtro em quantidades adequadas.

Aplicar filtro solar mesmo embaixo do guarda-sol, pois o guarda-sol comum oferece uma baixa proteção solar, de modo que só ele não é suficiente para proteger a pele dos danos solares.

Não usar o mesmo filtro solar por vários verões, pois os componentes se deterioram com o tempo, perdendo o seu efeito de proteção.

Evitar ao máximo queimaduras solares durante a infância. Um dos fatores de risco para o desenvolvimento de melanoma é a ocorrência de queimaduras solares importantes, principalmente com formações de bolhas, portanto, é essencial a proteção solar adequada das crianças quando expostas ao sol.

Não esquecer de aplicar o filtro solar em áreas mais escondidas ou periféricas, como axilas, pescoço, orelhas, região inguinal, cotovelos e pés.

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