Sarampo, Coqueluche e Meningite

Sarampo, coqueluche e meningite: por que doenças preveníveis ainda preocupam especialistas?

Queda na cobertura vacinal favorece o retorno de infecções que podem causar complicações graves; especialista reforça a importância de manter a carteira de vacinação em dia em todas as fases da vida

Doenças que pareciam controladas voltaram a acender o alerta das autoridades de saúde. Casos de sarampo, coqueluche e meningite continuam sendo registrados em diferentes regiões do país, reforçando um desafio que vai além da disponibilidade de vacinas: a queda na cobertura vacinal da população.

Embora os imunizantes estejam disponíveis há décadas e tenham reduzido significativamente a incidência dessas doenças, a proteção coletiva depende de altas taxas de vacinação. Quando esse índice diminui, vírus e bactérias encontram novamente espaço para circular, aumentando o risco de surtos e colocando em perigo principalmente crianças pequenas, idosos, gestantes e pessoas com o sistema imunológico comprometido.

Segundo a enfermeira e responsável técnica da Clínica Vacinne, Elisa Lino, muitas pessoas acreditam que essas doenças desapareceram definitivamente e acabam deixando de atualizar a carteira vacinal. “As vacinas foram tão eficazes ao longo dos anos que muita gente deixou de conviver com essas doenças e passou a subestimar os riscos. Mas elas continuam existindo e podem voltar a circular sempre que a cobertura vacinal diminui”, explica.

Entre as doenças que preocupam está o sarampo, uma infecção viral altamente contagiosa que pode provocar complicações como pneumonia, encefalite e até levar à morte. A coqueluche, conhecida pelas crises intensas de tosse, também representa maior risco para bebês, podendo causar insuficiência respiratória e necessidade de internação. Já a meningite, dependendo do agente causador, pode evoluir rapidamente e deixar sequelas permanentes, como perda auditiva e comprometimentos neurológicos.

Para Elisa, um dos principais desafios é conscientizar a população de que a vacinação não termina na infância. “Ao longo da vida, existem doses de reforço e vacinas recomendadas para adolescentes, adultos, gestantes e idosos. Manter o calendário atualizado é uma forma de proteger não apenas a própria saúde, mas também as pessoas mais vulneráveis com quem convivemos”, afirma.

A especialista também lembra que a imunização coletiva é um dos principais fatores responsáveis pela redução da circulação dessas doenças. “Quando a maioria da população está vacinada, criamos uma barreira de proteção que dificulta a transmissão dos agentes infecciosos. Esse é um benefício que alcança toda a comunidade”, destaca.

Quem não sabe se está com a vacinação em dia pode procurar uma clínica de vacinação ou um serviço de saúde para revisar a carteira vacinal e verificar a necessidade de doses de reforço ou de vacinas específicas para cada faixa etária. “Atualizar a carteira de vacinação é uma medida simples, mas com um impacto enorme na prevenção de doenças graves. É um cuidado que deve fazer parte da rotina em todas as fases da vida”, conclui Elisa.

Principais doenças preveníveis por vacinação que ainda exigem atenção

  • Sarampo: doença viral altamente contagiosa que pode causar pneumonia, encefalite e outras complicações graves.
  • Coqueluche: provoca crises intensas de tosse e representa maior risco para bebês e crianças pequenas.
  • Meningite: algumas formas da doença podem evoluir rapidamente e deixar sequelas permanentes ou levar à morte.

Fonte:  enfermeira e responsável técnica da Clínica Vacinne, Elisa Lino

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